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Juros futuros têm leve variação e fecham estáveis

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O pregão desta quinta-feira (5) apresentou uma leve estabilização nos juros futuros negociados na B3, com pequenas quedas que não ultrapassaram 3 pontos-base nas partes curtas e médias da curva a termo. Ao final do dia, as taxas praticamente se mantiveram constantes.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries caíram significativamente, refletindo indicadores econômicos mais fracos e um movimento de busca por ativos seguros, o que contribuiu para a estabilidade das taxas aqui. A atuação do dólar, que perdeu força e ficou estável por volta das 15h40 — beneficiando moedas emergentes, como o real — também favoreceu o desempenho positivo dos DIs, ainda que sem motivos para quedas expressivas nas taxas.

Após o fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 registrou leve recuo, passando de 13,405% para 13,395%. O DI para janeiro de 2029 permaneceu em 12,755%, igual ao ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2031 atingiu 13,18%, contra 13,156% no ajuste.

Por volta das 18h, os rendimentos da T-Note de 2 anos e do papel de 10 anos caíam cerca de 8 pontos-base, ficando em 3,461% e 4,192%, respectivamente. O juro da T-Bond de 30 anos recuava cerca de 7 pontos-base, atingindo a mínima intradiária de 4,846%. Indicadores que mostraram fragilidade no mercado de trabalho americano impulsionaram essa redução, assim como expectativas de que o Federal Reserve possa flexibilizar ainda mais a política monetária.

As empresas americanas reportaram corte de 108.435 vagas em janeiro, aumento de 118% em relação às 49.795 demissões do mesmo mês no ano anterior, conforme relatório da Challenger, Gray & Christmas. O relatório Jolts, divulgado também nesta quinta, indicou queda nas vagas abertas de 6,928 milhões em novembro para 6,5 milhões em dezembro, abaixo da estimativa mediana de 7,175 milhões da FactSet.

Além disso, os pedidos de auxílio-desemprego subiram para 231 mil na semana encerrada em 31 de janeiro, acima do esperado pelos analistas da FactSet (211 mil).

Segundo Gustavo Okuyama, head de renda fixa da Porto Asset, o fechamento das taxas dos títulos soberanos americanos nesta sessão não representou um fator significativo de alívio para o mercado local de juros futuros. Okuyama explicou que essa queda pode indicar preocupações com a desaceleração da atividade e aumento do desemprego, provocando a fuga do investidor estrangeiro para os Treasuries nesse cenário. Ele ressaltou que os DIs, assim como outros ativos domésticos, tiveram boa performance durante o pregão, com o mercado local operando de forma independente do exterior.

O gestor ainda destacou uma tendência de estabilização da volatilidade dos DIs observada nos últimos dias, com as taxas encontrando um novo patamar baseado em fundamentos econômicos. Ele mencionou ainda revisões recentes das projeções para Selic e câmbio, apontando que, após um período de alta nas taxas, o mercado se acomodou diante da ausência de novidades relevantes no dia.

Na oferta, o Tesouro Nacional promoveu um leilão de prefixados considerado mediano pelo mercado, sem causar impacto relevante na curva nominal, pois já se esperava uma emissão maior. Foram totalmente colocados os lotes de 19 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e de 4 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F). De acordo com cálculos da Warren Investimentos, o risco para o mercado (DV01) foi 41% menor que no leilão anterior.

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