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Justiça confirma prisão de suspeitos por plano contra promotor em São Paulo

A Justiça de São Paulo confirmou neste sábado (30/8) a prisão dos empresários Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos, apontados como os financiadores de um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) que visava assassinar um promotor em Campinas, interior do estado. O atentado não chegou a ser realizado.
Durante audiência de custódia no dia 30, não foi constatada irregularidade nas prisões, que seguem mantidas, conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Além desses, foi emitido um mandado de prisão contra Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, líder da denominada “ala da morte” do PCC. Ele é um dos principais organizadores do plano contra o promotor.
A polícia acredita que Mijão esteja foragido, possivelmente refugiado na Bolívia, de onde coordena as operações internacionais de tráfico da facção.
Quem são os empresários presos
Maurício Zambaldi, apelidado Dragão, é proprietário da loja de motos Dragão Motors, localizada na Vila Joaquim Inácio, em Campinas. Ele é suspeito de usar o negócio para lavar dinheiro oriundo do crime organizado e considerado alvo importante da operação.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta que Maurício utilizava a loja para movimentar recursos ilícitos relacionados ao tráfico de drogas.
José Ricardo Ramos teria sido responsável por acompanhar a rotina do promotor, identificando seus locais habituais, além de providenciar carros blindados e contratando pessoas para conduzir a emboscada.
As investigações indicam que os dois empresários financiaram a aquisição de veículos e armamentos, além de contratar executores para atacar o promotor, com o intuito de interromper as investigações que afetavam o PCC nas áreas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.
Sobre o promotor alvo
O promotor alvo do plano é Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas. Ele conduziu investigações relacionadas a esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos e o envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas.
O plano para matar o promotor foi descoberto na quarta-feira (27/8) e, dois dias depois, o Gaeco e o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) deflagraram uma ação que resultou na prisão dos empresários. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

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