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Kassab afirma que Lula estará no palanque de Eduardo Paes

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Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, declarou no domingo (8) que liberar as principais lideranças estaduais para não apoiar o candidato à Presidência do partido não prejudica a imagem do PSD perante os eleitores.

Durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, Kassab explicou que o PSD busca um candidato à Presidência que atenda às expectativas da população, e as diferentes posturas políticas regionais não enfraquecem a sigla.

Sobre Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro e membro do PSD, próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que foi o próprio Lula quem procurou Paes, e não o contrário, o que torna o convite irrecusável.

“O essencial é que o público entenda que o PSD apresentará um candidato à Presidência que represente as aspirações da sociedade”, disse. “Nos estados, aplicamos o mesmo critério, esforçando-nos para que as coligações mantenham um padrão uniforme”.

Quando questionado sobre o apoio declarado por Paes a Lula, Kassab respondeu:

“Não. Foi o próprio Lula quem disse que estará ao lado dele, e ele não pode recusar. Lula fará parte do palanque de Paes. O governador Cláudio Castro (do Rio e pré-candidato ao Senado pelo PL) também deseja estar presente, assim como nosso candidato. Contudo, nosso candidato terá vantagem por fazer parte do mesmo partido e padrão, garantindo uma votação expressiva”.

Kassab também esclareceu que, apesar dos presidenciáveis do PSD serem mais alinhados à direita, a liberdade para pactos regionais com adversários não enfraquece o partido, já que atualmente o vínculo entre candidaturas nacionais e estaduais é menos rígido.

“O candidato à Presidência se comunica diretamente, especialmente pelas redes sociais, com o eleitor. Antes, as campanhas precisavam harmonizar essas relações, o que hoje não é mais obrigatório”, explicou Kassab.

Segundo informações divulgadas, Paes visitou Lula no Planalto em 13 de janeiro, num contexto de preocupação do PT quanto a possíveis alianças com adversários no Rio de Janeiro, onde haverá uma eleição para mandato-tampão caso Castro renuncie em abril para concorrer ao Senado. Após algumas manifestações favoráveis à direita, o prefeito reafirmou seu compromisso com Lula e prometeu apoiar a deputada federal Benedita da Silva ao Senado.

Palanques diferenciados nas eleições estaduais

Há exemplos evidentes dessas alianças distintas. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que recentemente ingressou no PSD e é pré-candidato à Presidência, admitiu que estará em palanques opostos a seu próprio partido na eleição da Bahia, onde o PSD apoia o atual governador e o presidente, mantendo assim posições locais alinhadas.

“A Bahia merece atenção especial pelo potencial de votos. O PSD caminha junto ao governador e ao presidente no estado, mas quem for candidato presidencial pelo PSD estará ao lado do atual governador ACM Neto (União). Essa autonomia foi acordada e não impede a participação do candidato do PSD”, afirmou Caiado.

No Nordeste, situações semelhantes ocorrem, como no Piauí, onde o partido deve apoiar o governador Rafael Fonteles (PT). Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca reeleição, disputa o apoio do PT com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que planeja ser candidato. Lideranças do partido reconhecem que, nesses casos, a prioridade é proteger as alianças locais, mesmo que isso limite o espaço para a chapa presidencial do PSD.

Em estados importantes como Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o PSD mantém a estratégia de sustentar uma candidatura presidencial sem comprometer seus acordos regionais.

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