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Lewandowski decide deixar governo após encontro com Lula

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Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, esteve em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acertar sua saída do cargo.

De acordo com assessores próximos, a saída será oficializada ainda nesta semana. O ministro já havia manifestado a intenção de permanecer no cargo somente até sexta-feira, 9 de janeiro.

Antes da cerimônia no Palácio do Planalto que relembrou os ataques golpistas de 8 de janeiro há três anos, Lewandowski discursou e acompanhou Lula na rampa do Palácio.

Em conversa com o presidente, o ministro justificou a decisão alegando motivos pessoais e o desejo de dedicar mais tempo à família, incluindo seus netos.

Lula ainda não indicou um substituto, e pode ocorrer uma transição temporária com um secretário assumindo o comando da pasta de forma interina.

Um possível substituto é Wellington Cesar Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras, visto como uma pessoa da confiança do presidente, conforme relatos de assessores.

Lewandowski afirmou que já cumpriu sua missão à frente da pasta e por isso optou por sair.

O ministro manifestou o desejo de deixar o cargo ao presidente numa conversa em dezembro, durante encontro no Aeroporto de Congonhas. Lula respeitou a decisão, garantindo que a amizade entre eles não seria afetada, mas pediu tempo para escolher quem irá assumir.

Lewandowski assumiu a pasta da Justiça em fevereiro de 2024, após aposentar-se do Supremo Tribunal Federal (STF). Seu predecessor foi Flávio Dino, que saiu para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria de Rosa Weber no STF.

Durante sua gestão, o ministério avançou na elaboração da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que pretende constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), definindo diretrizes nacionais e padronizando protocolos, estatísticas e sistemas entre os entes federativos.

Foram implementadas mudanças no decreto sobre armas, transferindo a fiscalização dos colecionadores, atiradores e caçadores do Exército para a Polícia Federal. Após fugas em presídios federais, ações foram tomadas para reforçar a estrutura física e atualizações dos protocolos nos presídios de segurança máxima.

A pasta também coordenou o suporte federal às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e acompanhou a conclusão do inquérito da Polícia Federal sobre o caso Marielle Franco.

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