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Lewandowski sai e aprovar PEC da Segurança pode ficar difícil, dizem políticos

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O anúncio da saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública pode complicar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso, segundo líderes partidários.

A iniciativa, considerada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma prioridade para este ano eleitoral, sofre um revés significativo com a mudança na liderança da pasta.

Parlamentares destacam que a saída de Lewandowski enfraquece a articulação política estabelecida, abrindo espaço para alterações no texto que podem comprometer os principais pontos da proposta.

Apresentada pelo Executivo para reorganizar a segurança pública e fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios, a PEC enfrenta críticas por tratar de temas delicados, como a divisão de responsabilidades entre os entes federativos e o possível aumento da carga para municípios. O contexto eleitoral torna o debate ainda mais complexo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que o projeto exige negociação antes de ser votado, planejando avançar após o recesso parlamentar.

Ciro Nogueira, senador e aliado próximo de Motta, acredita que a ausência de Lewandowski dificulta o progresso da proposta, pois ele era uma figura respeitada e fundamental no processo.

Além da saída do ministro, há resistência à PEC pelo fato de ser uma pauta do governo num ano eleitoral, o que poderia gerar desgaste político.

Para o deputado Reimont (PT-RJ), a mudança no ministério preocupa, mas a dificuldade de aprovação permanece devido à resistência do Congresso, que muitas vezes age para proteger interesses corporativos em detrimento da segurança pública.

Já o relator da PEC, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), acredita que a votação seguirá conforme o cronograma e que o texto conta com apoio suficiente.

Outros membros da base governista afirmam que o trabalho feito pelo relator dá suporte para aprovação da proposta, independentemente das mudanças no ministério.

Lewandowski entregou sua carta de demissão ao presidente Lula alegando motivos pessoais, com saída efetiva prevista para sexta-feira. No documento, destacou sua dedicação às funções, apesar das limitações políticas e orçamentárias.

O presidente ainda não anunciou o substituto, e a indefinição fragiliza ainda mais a prioridade da PEC no Congresso.

Com a retomada das atividades legislativas em fevereiro, há possibilidade de avanço da proposta, mas o ambiente político permanece adverso, dificultando a aprovação da PEC da Segurança, que pode enfrentar atrasos ou ter seu escopo reduzido num momento delicado para o governo.

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