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Líder da CPI do Crime Organizado quer convocar irmãos de Toffoli

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O senador Fabiano Contarato (PT-ES), que lidera a CPI do Crime Organizado, apresentou nesta quinta-feira (12) pedidos para convocar José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, nas investigações do caso Banco Master.

O senador explicou que a comissão vai discutir esses pedidos na próxima reunião, marcada para 24 de fevereiro, incluindo outros que envolvem ministros do STF.

“A CPI do Crime Organizado tem a missão constitucional de investigar e supervisionar ações de organizações criminosas que usam o sistema financeiro do país. Não podemos ignorar este escândalo que continua chocando pela gravidade dos fatos revelados”, disse Contarato em comunicado.

Contarato ressaltou que a CPI atuará com independência, comprometida apenas com a Constituição e o interesse público. “Não abrirei mão disso e garanto que a CPI manterá sua independência. Ninguém será protegido, independente do cargo, poder ou posição hierárquica dentro ou fora das estruturas do Estado”, escreveu ele.

Os pedidos foram feitos em meio à pressão da oposição sobre o ministro Dias Toffoli em relação ao caso Banco Master. Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, mencionam o ministro, o que levou deputados do PL e do Novo a apresentarem denúncias à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando sua substituição na relatoria do caso no STF.

Além disso, um novo pedido de impeachment contra o ministro será protocolado no Senado. Parlamentares também defendem a criação de uma CPI específica para investigar a atuação do banco, mas essa proposta enfrenta resistência na liderança do Congresso, que prefere aguardar as investigações do Supremo.

Em nota recente, o gabinete de Toffoli afirmou que as acusações se baseiam em suposições. Posteriormente, o ministro confirmou ter sido sócio de uma empresa com participação em um resort no Paraná e revelou que vendeu sua parte a um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Ele também declarou nunca ter recebido valores do banqueiro ou seus familiares.

Ao apresentar os pedidos, Contarato pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da gestora Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur, além do envio pelo Banco Central do processo administrativo que resultou no fechamento da instituição.

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