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Líder da Otan apoia diálogo cuidadoso na crise da Groenlândia
Mark Rutte, secretário-geral da Otan, declarou nesta quarta-feira (21) que a única forma eficaz de resolver a crise envolvendo a Groenlândia é através de um diálogo cuidadoso. Essa afirmação ocorre após os Estados Unidos ameaçarem tomar controle do território autônomo dinamarquês.
Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Rutte comentou: “Estamos vivenciando tensões atualmente, sem dúvida. Não vou me aprofundar publicamente, mas posso garantir que o caminho é por meio de uma diplomacia equilibrada”.
Ele acrescentou que está atuando discretamente nos bastidores para tratar desse tema. O secretário-geral da Otan planeja conversar com Donald Trump em Davos sobre o assunto.
Rutte também procurou redirecionar a atenção do presidente Trump da Groenlândia para uma discussão mais ampla sobre a necessidade de fortalecer a segurança no Ártico.
“Sobre o Ártico, concordo com o presidente Trump e outros líderes da Otan. Precisamos proteger essa região”, afirmou ele.
O líder da Otan eliminou quaisquer receios de que a crise da Groenlândia possa prejudicar a aliança que existe há mais de sete décadas.
“A Otan é vital, não só para defender a Europa, mas também os Estados Unidos”, disse ele. “Para garantir a segurança dos EUA, é preciso um Ártico seguro, um Atlântico seguro e uma Europa segura”.
Respondendo às dúvidas do presidente Trump sobre o apoio europeu aos EUA em caso de necessidade, Rutte garantiu: “Tenho certeza que os Estados Unidos contarão com nosso apoio, assim como nós contamos com o deles”.
O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, acredita que uma solução pacífica será possível para a disputa envolvendo a Groenlândia.
“Existem duas formas de agir: diminuir a tensão diretamente ou deixar a situação aquecer para depois arrefecer. No final, acredito que encontraremos uma solução”, disse ele em Davos.
Após o presidente americano ameaçar medidas tarifárias contra os aliados europeus que se opuserem a seus planos para a Groenlândia, a União Europeia está avaliando possíveis respostas comerciais contra os Estados Unidos.

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