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Líder iraniano diz que país não vai recuar diante dos protestos
Aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, afirmou nesta sexta-feira (9) que a nação não irá ceder frente ao aumento das manifestações que desafiam o regime islâmico vigente desde 1979.
Em ruas de Teerã e outras cidades, manifestantes clamam pelo fim do sistema teocrático xiita, inicialmente motivados pela alta no custo de vida.
Um vendedor de celulares, identificado como Majid, compartilhou sua determinação mesmo diante do uso de gás lacrimogêneo pelas autoridades: “Sabemos que estamos arriscando nossas vidas, mas continuamos lutando por um futuro melhor”.
Em discurso ao vivo, Khamenei declarou firme que a República Islâmica não se renderá a atos de sabotagem. Ele também criticou protestos recentes que envolveram a destruição de uma edificação como protesto contra os Estados Unidos, chamando o ex-presidente Donald Trump de “arrogante” e prevendo sua queda.
Khamenei acusou o ex-presidente dos EUA de envolvimento em conflitos recentes, citando a guerra de 12 dias contra Israel em 2025, e mencionou que Trump tem responsabilidade nas mortes de muitos iranianos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, também responsabilizou os Estados Unidos e Israel por interferirem nos protestos, tentando transformá-los em violência.
Em resposta, Donald Trump ameaçou ações severas contra o Irã caso o governo reprima manifestantes, elogiando o desejo do povo iraniano de derrubar o regime.
Protestos em várias regiões
As manifestações se espalharam por várias cidades, como Teerã, Tabriz, Mashhad e Kermanshah, e ocorreram confrontos em prédios governamentais e da mídia estatal.
Reza Pahlavi, líder oposicionista no exílio, convocou novos protestos para aumentar a pressão sobre o regime.
O poder judiciário iraniano, representado por Gholamhossein Mohseni Ejei, avisou que as punições aos manifestantes serão severas e implacáveis.
A Guarda Revolucionária do Irã enfatizou que proteger a revolução é prioridade absoluta e que a situação atual é insustentável.
Esses eventos são os maiores protestos desde 2022, motivados pela morte de Mahsa Amini em circunstâncias controversas.
O país está fragilizado após a guerra com Israel e sanções internacionais recentes devido ao programa nuclear.
Organizações de direitos humanos acusam o governo iraniano de usar força letal contra os manifestantes, resultando em dezenas de mortes desde o começo dos protestos no final de dezembro.
Autoridades internacionais, como a França e a Alemanha, pediram moderação e respeito aos direitos humanos por parte do governo do Irã.

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