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Lula agenda encontro para confirmar mudanças em ministérios antes das eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizará na manhã desta terça-feira, no Palácio do Planalto, uma reunião com seu ministério para oficializar as alterações no comando de diversas pastas antes do pleito eleitoral. Está confirmado que 18 dos 38 cargos de primeiro escalão serão substituídos. Os atuais ocupantes precisam se afastar para poderem concorrer nas eleições de outubro.
Com essas mudanças, o governo passará a ter muitos nomes de menor destaque político e rostos menos conhecidos. A maior parte dos ministérios será liderada pelos secretários executivos atuais. Entre eles, a Educação, que deverá ser assumida por Leonardo Barchini em lugar do ex-governador do Ceará, Camilo Santana, e os Transportes, com a promoção de George Santoro para substituir o ex-governador de Alagoas, Renan Filho.
Na Fazenda, onde Fernando Haddad antecipou sua saída em 19 de agosto, a promoção do secretário executivo já ocorreu com a nomeação de Dario Durigan. O mesmo padrão será adotado na Casa Civil, ministério responsável pela coordenação das ações do governo. A substituta de Rui Costa, que disputará o Senado pela Bahia, será Miriam Belchior, que já foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também deixará o cargo de ministro da Indústria e Comércio (MDIC). Para permanecer como companheiro de chapa de Lula, que é o cenário mais provável, ou para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, ele não poderá continuar à frente da pasta. O provável substituto é o secretário executivo Márcio Elias Rosa. Contudo, há possibilidade de Márcio França, atual ministro do Empreendedorismo, ser realocado para o MDIC.
Além disso, Lula aproveitará para realizar ajustes políticos. No estratégico Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que sairá para disputar o Senado pelo Mato Grosso, será substituído por André de Paula (PSD), atual chefe da pasta da Pesca. Essa mudança visa atender à bancada do PSD na Câmara, já que André de Paula é deputado federal licenciado.
O presidente também testará um nome considerado promissor no governo para um cargo de destaque: o economista Bruno Moretti, que atualmente lidera a Secretaria Especial de Análise Governamental vinculada à Casa Civil, assumirá o Ministério do Planejamento em substituição a Simone Tebet.
Estão certas as saídas dos ministros Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Costa Filha (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Goes (Desenvolvimento Regional), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). Eles deverão ser substituídos pelos secretários executivos, embora muitos ainda não tenham sido oficialmente convidados para assumir os ministérios.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também deixará o cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná. Seu sucessor está indefinido. A intenção inicial era nomear o secretário do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social, o Conselhão, Olavo Noleto, mas Lula prefere um político com mais experiência. É possível que haja um interino até a escolha final do substituto.
Além dos citados, podem deixar o governo Márcio França, Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Wolney Queiroz (Previdência).


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