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Lula alerta movimentos sociais para evitar eleição de candidato que prejudique políticas públicas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a 6ª Conferência Nacional das Cidades, que reuniu muitos representantes de movimentos sociais, para discutir a campanha presidencial. O momento é marcado pelo crescimento das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro. Sem citar diretamente seu adversário, Lula destacou que é fundamental não permitir que alguém que possa prejudicar as políticas públicas chegue à Presidência.
“Este ano haverá eleição e é fundamental que vocês atuem para impedir que uma pessoa que possa destruir o que vocês construíram chegue à Presidência da República deste país”, afirmou Lula.
No evento em Brasília, o presidente pediu maior mobilização dos aliados ao lembrar que os produtores rurais elegem “170 deputados” no Congresso. Segundo ele, os movimentos populares não conseguem eleger o mesmo número de trabalhadores ou mulheres.
“Vocês têm uma bancada ruralista com mais de 170 deputados. Temos apenas dois trabalhadores rurais eleitos. Quantos operários há na Câmara? Dois ou três? Quantas mulheres? Algo precisa mudar na hora de votar. É importante refletir sobre isso, pois vocês sabem o que é retrocesso”, ressaltou Lula.
Para seus apoiadores, o presidente destacou que seus mandatos não foram conquistados com o apoio de banqueiros ou empresários: “Não devo isso a nenhum banqueiro da Faria Lima, nem a um grande empresário, devo a vocês, que me elegeram”.
Lula aproveitou para enfatizar a importância de combater o feminicídio, assumindo o compromisso de fechar um pacto entre o Judiciário e o Legislativo para esta causa. Ele declarou que promoverá mudanças na cultura que trata a mulher como objeto de violência, e ressaltou que pastores nas igrejas devem defender os direitos das mulheres.
Uma das táticas da pré-campanha do PT é explorar a alta rejeição das mulheres ao bolsonarismo.
“Precisamos preparar desde a creche para que os meninos entendam que não são superiores às mulheres e que não podem agredi-las. Precisamos educar os homens para o respeito. Sempre que eu falar, vou dizer: quem bate em mulher não é homem, é covarde”, afirmou Lula.
Durante seu discurso, mencionou ainda a extinção do Ministério das Cidades no governo anterior e a substituição do programa Minha Casa Minha Vida pelo Casa Verde e Amarela. O Ministério das Cidades foi criado no primeiro mandato de Lula, quando também foi instituído o Conselho das Cidades, formado por representantes de movimentos sociais.
Lula lembrou que prometeu entregar dois milhões de moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida e garantiu que vai superar a meta, chegando a três milhões. Ele também citou outras pastas extintas no governo de Bolsonaro, como as de Cultura, Trabalho e Direitos Humanos.
O presidente participou do evento acompanhado pelo ministro das Cidades, Jader Filho, e pelo presidente da Caixa, Carlos Vieira. Nas falas, ambos afirmaram que “Lula é o melhor presidente que o país já teve”. A plateia repetiu várias vezes os cânticos “Olê, olê, olá, Lula Lula”.

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