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Lula alerta que Celac enfraquece com avanço da extrema-direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou que a ascensão da extrema-direita está afastando os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), fazendo com que o bloco regional perca força.
“A Celac está praticamente se dissolvendo, porque o crescimento da extrema-direita está afastando esses países de participar, pois não conseguimos estabelecer mecanismos permanentes”, destacou o presidente durante homenagem póstuma ao ex-presidente do Uruguai José Alberto ‘Pepe’ Mujica, que faleceu em 2025.
Ele ressaltou que as políticas públicas só funcionam verdadeiramente quando transcendem os mandatos presidenciais, enfatizando que “se elas dependerem apenas da gestão de um presidente, a América do Sul perde oportunidades e não prospera”.
Mujica foi agraciado com o título de doutor honoris causa in memoriam pela Universidade Federal do ABC (UFABC), com sua esposa Lucía Topolansky, ex-vice-presidente do Uruguai (2017-2020), recebendo a homenagem em seu lugar.
O presidente afirmou que a solução para os desafios da América Latina está na conscientização coletiva da região sobre sua importância e unidade.
Além disso, Lula defendeu a exploração de minerais críticos no Brasil como uma estratégia para garantir prosperidade ao povo brasileiro, lembrando que durante a colonização portuguesa e espanhola grande parte das riquezas foi retirada da região.
Ele explicou: “Vendíamos minério por valores baixos e comprávamos produtos industrializados a preços exorbitantes. Agora, os minerais críticos estão sendo alvo da mesma exploração predadora, mas desta vez devemos nos unir para usar esses recursos como ferramenta para recuperar a cidadania e a força do povo latino-americano”.
Lula também enfatizou a importância da integração entre os países latino-americanos, ressaltando que ela precisa ser mais do que comercial, envolvendo aspectos políticos, culturais, científicos e tecnológicos. Reforçou a crítica à dependência do dólar nas transações internacionais, questionando a necessidade desse vínculo.
“Nossa união deve permitir que nossos jovens circulem livremente, que diplomas obtenham reconhecimento mútuo e que a nossa moeda seja usada nas negociações entre nós. Por que continuar atrelados ao dólar?”, questionou o presidente.

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