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Lula aposta em disputa no Paraná após Ratinho sair da corrida
A saída do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), da candidatura à presidência abriu espaço para conquistar eleitores do centro, segundo aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a polarização crescente entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o grupo presidencial acredita que o confronto entre Ratinho Junior e Flávio no Paraná pode ser vantajoso para Lula.
Recentemente, após não conseguir atrair Ratinho Junior para ser seu vice, Flávio declarou apoio à candidatura de Sérgio Moro no Paraná e ingressou no PL.
Essa decisão complicou a situação para Ratinho Junior, que é um governador bem avaliado, na escolha de seu sucessor. Moro será o principal oponente do escolhido por ele, com candidaturas possíveis do secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), e do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD). A decisão deve ocorrer em breve.
Para aliados do presidente, a única forma de Ratinho deixar um sucessor aliado no governo do Paraná é enfrentando Moro no estado, cenário que também pode prejudicar Flávio Bolsonaro, seu principal apoiador local.
Governistas consideram que a divisão da direita, mesmo em um estado com forte base bolsonarista, pode favorecer Lula, em uma região onde o PT já espera perder.
No Paraná, o PT pretende aumentar o número de votos em 2022 e reduzir a diferença. Na eleição anterior, Lula obteve 37% dos votos contra 62% de Jair Bolsonaro.
O governo ainda não sabe se Ratinho vai fazer campanha contra Flávio Bolsonaro no estado, mas vê seu futuro político condicionado à eleição do seu sucessor.
Depois de ganhar projeção nacional como pré-candidato do PSD, ao escolher ficar no governo do Paraná, Ratinho não terá mandato a partir de 2027.
Com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, o governo passou a desconfiar da pré-candidatura de Ratinho. Segundo aliados de Lula, caso o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, seja o nome do PSD para presidente, fará campanha mais agressiva e ideológica contra Lula, focada na direita e extrema-direita, já ocupada por Flávio Bolsonaro.
Em contraste, Ratinho Junior teria possibilidade de fazer uma campanha mais positiva, com maior potencial de atrair eleitores centrados e indecisos, que serão foco principal da reeleição de Lula.
A desistência de Ratinho também evita uma possível aliança dele com Flávio Bolsonaro num segundo turno contra Lula. Aliados do petista acreditam que Ratinho não se envolverá diretamente na campanha nacional de Caiado, preferindo dedicar-se à defesa de seu legado no Paraná e à disputa com Moro.


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