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Lula busca eleger dois senadores em SP na mesma eleição
Pressionando o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para concorrer ao Senado em São Paulo, o presidente Lula está confiante em conseguir conquistar duas vagas ao mesmo tempo. Contudo, o histórico revela que o PT só elegeu dois senadores aliados em São Paulo em eleições alternadas, nunca simultaneamente, mesmo quando Lula era muito popular em seus primeiros mandatos, diferente do cenário atual.
A estratégia para tentar garantir a chapa completa inclui a participação de figuras mais centristas, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que já confirmou sua candidatura. Ela votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, disputou contra Lula na eleição anterior, mas o apoiou no segundo turno. Recentemente, mudou-se do MDB para o PSB.
Lula afirmou durante o evento de anúncio da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista: “Eles não têm senador para disputar conosco, vão inventar nomes. Já tivemos dois senadores em São Paulo e podemos ter novamente. Não sei se Geraldo Alckmin será candidato em São Paulo; a vaga de vice está aberta para ele. Sei que Simone Tebet será uma das candidatas. Temos que montar o time para vencer; a disputa não será simples.”
Este ano, os eleitores votarão em dois senadores, oportunidade que acontece a cada oito anos, em duas eleições consecutivas. Apesar das cadeiras em dobro e do apoio do governo federal, o desafio para confirmar o otimismo de Lula em São Paulo é grande.
Nas pesquisas recentes da Datafolha, 64% dos paulistas aprovam a administração do governador Tarcísio de Freitas. Ele lidera com 44% das intenções de voto para reeleição, contra 31% de Fernando Haddad. Tarcísio formou ampla aliança e seu partido deve colocar candidatos ao Senado, incluindo o deputado federal bolsonarista Guilherme Derrite (PP).
No campo lulista, ainda não há definição para a segunda vaga ao Senado, que pode ou não ser do PT. Alckmin busca manter a vice, enquanto o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, é outro possível candidato. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, uma possível representante do PSB, ainda avalia suas opções partidárias.
Marina Silva, com histórico político à esquerda e ex-militante do PT, disputou a presidência em 2014 contra Dilma e foi criticada por adversários por suas posições econômicas liberais.
Integrantes do governo Lula veem a composição da chapa como um gesto ao centro, especialmente com a presença de Simone Tebet. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), observou que a chapa tem uma composição centrista, importante para conquistar votos no interior paulista, que é mais conservador.
Historicamente, o PT paulista abriu mão de lançar candidato ao Senado na eleição passada para apoiar Márcio França, que liderava as pesquisas, mas acabou perdendo para o ex-astronauta Marcos Pontes (PL). Em 2018, com desgaste da Operação Lava-Jato, os candidatos do PT tiveram desempenho modesto.
O ex-ministro petista José Dirceu comentou que a política centrada é reflexo da aliança que elegeu Lula em 2022.
O ex-senador Eduardo Suplicy, deputado estadual atualmente, foi eleito três vezes senador por São Paulo, sempre em eleições onde se disputava apenas uma vaga. Na história recente, o PT já teve dois senadores eleitos simultaneamente, entre eles Aloizio Mercadante e Marta Suplicy.
Lula e seu grupo político já tiveram representatividade dupla no Senado paulista, com maioria da bancada por 12 anos, coincidindo com seus primeiros mandatos e os de Dilma. Porém, desde 2014, enfrentam três derrotas consecutivas em eleições locais, tanto com candidatos do PT quanto em coligações centradas.


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