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Lula critica Eduardo Bolsonaro e apoia cassação do mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não deveria exercer seu mandato enquanto estiver fora do país. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente ressaltou a necessidade urgente de cassar o mandato do parlamentar. Lula afirmou já ter discutido o assunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Conversei com Hugo Motta e vários deputados. É fundamental cassar Eduardo Bolsonaro pois ele será lembrado como um dos maiores traidores do Brasil e até do mundo”, enfatizou.
Na quinta-feira anterior, Eduardo Bolsonaro enviou um documento oficial a Hugo Motta solicitando a permanência no cargo mesmo residindo nos Estados Unidos. Caso ele não retorne ao Brasil e falte a mais de um terço das sessões do ano, poderá sofrer cassação.
Na semana passada, Eduardo Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram formalmente acusados pela Polícia Federal por crimes relacionados a pressões durante processos legais e tentativas de enfraquecer o Estado Democrático de Direito, em função de supostas ações para aumentar sanções dos EUA ao Brasil.
Lula chegou a Minas Gerais nesta sexta com uma agenda em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, onde anunciará investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os recursos serão destinados a melhorias no transporte público e mobilidade urbana, abrangendo ônibus elétricos, BRTs, metrôs, VLTs, corredores exclusivos, terminais, ciclovias e tecnologias para aprimorar o trânsito.
Em Contagem, o presidente oficializará a expansão da rede de metrô com duas novas estações, visitará obras de uma avenida e inaugurará um corredor viário.
Na parte da tarde, Lula segue para Montes Claros, para inaugurar um centro tecnológico focado na produção sustentável de biocombustíveis a partir da macaúba.
A comitiva mineira conta com quatro ministros: Alexandre Silveira (Minas e Energia), Jader Filho (Cidades), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Rui Costa (Casa Civil), além de Aloizio Mercadante, líder do BNDES. Também participam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja da Silva e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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