Conecte Conosco

Brasil

Lula pede ajuda de Alckmin para fortalecer campanha de Haddad no interior de SP

Publicado

em

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o vice-presidente Geraldo Alckmin auxilie o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na elaboração de um plano eleitoral para ampliar o apoio no interior de São Paulo. Haddad foi escolhido por Lula como candidato para a sucessão do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Na próxima terça-feira (3), Lula, Alckmin e Haddad irão se reunir para analisar o início da campanha para o Palácio dos Bandeirantes e Senado. O foco será identificar quais grupos devem ser priorizados para atrair eleitores de perfil político mais conservador.

Lula planeja manter Alckmin como vice em sua chapa de reeleição, mas atribuindo-lhe também um papel estratégico importante na disputa pelo governo paulista.

Alckmin já governou São Paulo por quatro mandatos e tem ligação com o setor do agronegócio, apesar de ter perdido parte do apoio conservador após migração do PSDB para o PSB e aproximação com Lula em 2022.

No entendimento do Planalto, Alckmin traz equilíbrio político à chapa, representando o centro. Ele não deseja se candidatar ao Senado.

Lula solicitou a Alckmin e ao ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), que visitem o interior paulista regularmente, área onde o PT enfrenta desafios eleitorais.

A questão eleitoral foi discutida em um jantar recente entre Lula, Haddad, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e Ana Estela Haddad, esposa do ministro e secretária de Informação e Saúde Digital.

Haddad inicialmente relutou em concorrer novamente ao governo paulista, mas Lula enfatizou a importância de sua candidatura para garantir uma base sólida em São Paulo, o maior eleitorado do país. Publicamente, o ministro ainda não confirmou sua decisão.

Ex-prefeito de São Paulo, Haddad perdeu a eleição municipal em 2016 e substituiu Lula como candidato à Presidência em 2018, quando este estava preso. Em 2022, disputou o segundo turno para o governo do Estado, mas foi derrotado por Tarcísio.

Considerado o nome mais forte do PT para a sucessão de Lula em 2030, Haddad deseja agora focar na coordenação do programa de governo do presidente.

Tarcísio de Freitas, apesar das controvérsias recentes, é visto como favorito na disputa ao governo paulista, criando a impressão de que a candidatura de Haddad será um desafio significativo.

Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a candidatura de Haddad não visa apenas alcançar o segundo turno, mas ganhar, destacando problemas em áreas como educação, segurança, pedágios e a privatização da Sabesp sob o governo atual.

A segurança pública é uma preocupação central para o Palácio do Planalto durante a campanha, tanto nacionalmente quanto em São Paulo. O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança do Estado e pré-candidato ao Senado, é considerado um adversário forte para o PT. Ele foi relator do projeto de lei Antifacção recentemente aprovado pela Câmara.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, planeja deixar o MDB e ingressar no PSB, partido de Alckmin, para concorrer ao Senado por São Paulo, já que o MDB apoia Tarcísio.

O destino do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ainda é incerto: ele pode ser vice na chapa de Haddad ou disputar o Senado. Ainda há a possibilidade da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que negocia sua volta ao PT e pretende concorrer ao Senado, com apenas duas vagas disponíveis para a disputa.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados