Economia
Lula preocupa com alta dos alimentos e sugere partilha do custo do diesel entre estados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, durante uma reunião ministerial, sua preocupação com a possível alta dos preços dos alimentos no Brasil devido ao agravamento da guerra no Oriente Médio, o que pode gerar um aumento da inflação.
O aumento dos valores nos supermercados afeta diretamente a aprovação do presidente, conforme pesquisas internas do Palácio do Planalto, representando um desafio adicional para o governo às vésperas das eleições.
Lula ressaltou que os mais vulneráveis serão os mais atingidos pela situação e que tem avaliado as consequências do conflito para seu governo.
Além da alta do petróleo, a guerra tem causado aumento no preço dos fertilizantes usados na agricultura, especialmente os nitrogenados, devido a interrupções na produção e exportação na região, diminuindo sua oferta mundial.
O custo maior desse insumo pode elevar os preços de alimentos como milho e soja. Carnes e ovos também podem sofrer aumentos a longo prazo. Conforme a Federação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Oriente Médio responde por cerca de 30% dos fertilizantes comercializados globalmente.
Outra questão preocupante para o governo é o aumento dos combustíveis. Na reunião, Lula afirmou que os governadores devem compartilhar o impacto do aumento do diesel.
O Ministério da Fazenda propôs um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel, dividido igualmente entre a União e os estados, com impacto fiscal estimado em R$ 1,5 bilhão mensais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que os estados estão quase todos alinhados com a proposta federal de subsídio para o diesel importado.
O Palácio do Planalto planeja publicar a medida provisória sobre o tema ainda nesta terça-feira.
“Propus aos estados que, conjuntamente, eliminássemos o peso do ICMS na importação do diesel. Conversando com vários governadores, estamos próximos de consenso sobre a proposta do presidente Lula. Isso demonstra que, embora haja discursos contrários, há reconhecimento concreto e programático de um trabalho inclusivo e respeitoso”, afirmou Dario Durigan durante a reunião.
Lula também criticou duramente a postura do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao agravamento do conflito no Oriente Médio, dizendo que ele se comporta como se fosse o dono do mundo.
O presidente avaliou que esta é a fase mais violenta desde o fim da Segunda Guerra Mundial, citando ataques à Venezuela e ao Irã como exemplos do comportamento de Trump, que age como se controlasse esses países.


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