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Macron e Merz pedem novas sanções contra a Rússia pela falta de diálogo de Putin

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Os líderes da França e da Alemanha manifestaram nesta sexta-feira (29) a necessidade de aplicar sanções adicionais contra a Rússia, devido à recusa do presidente russo, Vladimir Putin, em se reunir com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, para buscar uma solução para o conflito na Ucrânia, um encontro que Putin havia prometido ao ex-presidente americano Donald Trump.

Emmanuel Macron, presidente da França, declarou que, caso Putin não se encontre com Zelensky até a próxima segunda-feira, isso indicará que ele enganou Trump. O presidente francês afirmou que essa situação não pode ficar sem respostas.

Macron e o chanceler alemão, Friedrich Merz, em coletiva conjunta na cidade de Toulon, no sul da França, anunciaram que conversarão com Trump durante o final de semana e, caso o encontro prometido não aconteça na próxima semana, defenderão de forma clara a imposição de sanções primárias e secundárias contra a Rússia.

Stephen Miller, diretor-adjunto do gabinete de Trump, contestou a ideia de que o ex-presidente tenha sido enganado, classificando a sugestão como absurda e destacando que Trump promoveu sete negociações de paz em sete meses.

Friedrich Merz alertou que a guerra na Ucrânia pode se prolongar por muitos meses, mas garantiu que os aliados estão preparados para continuar apoiando o país. Segundo ele, a coalizão de cerca de 30 aliados, principalmente europeus, está unida em fornecer assistência concreta à Ucrânia.

Merz destacou que Putin não demonstra nenhuma intenção de dialogar com Zelensky, já que impôs condições inaceitáveis para a reunião. Ambos os líderes franco-alemães reafirmaram seu compromisso em pressionar por sanções adicionais contra a Rússia e não abandonar a Ucrânia.

Na quinta-feira, o presidente ucraniano pediu aos líderes europeus em videoconferência que mantivessem a pressão para viabilizar uma reunião de alto nível entre Ucrânia e Rússia. Os recentes ataques à capital ucraniana, que causaram dezenas de mortes, ressaltam a urgência de ações efetivas.

Macron e Merz também devem se reunir na próxima semana com seus homólogos de 30 países dispostos em garantir a segurança da Ucrânia para evitar a retomada do conflito após seu término.

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