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Macron e seus óculos de Davos impulsionam vendas e ações

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O presidente Emmanuel Macron chamou atenção no Fórum Econômico Mundial em Davos não só por suas palavras, mas também pelo seu estilo, ao usar um par de óculos de sol aviador que rapidamente viralizou nas redes sociais e impactou o mercado de luxo.

Macron usou o modelo Pacific S 01 Dual Gold da renomada marca francesa Henry Jullien, que custa cerca de 659 euros (aproximadamente R$ 4 mil) na Europa. O acessório, feito artesanalmente e com detalhes em materiais refinados, destacou-se tanto pelo design quanto pela repercussão online.

Fundada em 1921, a marca produz cerca de 1.000 unidades por ano e viu seu nome e produtos serem muito procurados após a exposição do presidente francês. O site oficial entrou fora do ar temporariamente devido ao grande volume de acessos e pedidos, levando a empresa a lançar uma página temporária para atender à demanda.

O fenômeno ficou conhecido no mercado financeiro como “efeito Macron”: as ações da italiana iVision Tech, proprietária da Henry Jullien, valorizaram quase 28% em um único dia, adicionando cerca de 3,5 milhões de euros (R$ 21,7 milhões) à capitalização da companhia na bolsa de Milão. Esse aumento foi principalmente provocado pelo intenso interesse gerado pelas imagens e comentários nas redes, que associaram o visual de Macron ao filme “Top Gun”.

O CEO da iVision Tech relatou ao jornal The Guardian que só soube do uso dos óculos por Macron após receber múltiplas ligações de óticas na França confirmando: “O presidente está usando nossos óculos”.

Especialistas destacam que a repercussão espontânea nas redes sociais, incluindo memes, discussões sobre moda e referências cinematográficas, foi essencial para o crescimento nas buscas e na valorização das ações, mostrando a influência de figuras públicas em marcas e mercados globais. Até o ex-presidente americano Donald Trump comentou sobre o acessório de Macron: “Eu o vi ontem, com aqueles lindos óculos de sol. O que aconteceu?” disse durante o Fórum Econômico Mundial.

Autoridades francesas explicaram que o uso dos óculos, mesmo em ambiente fechado, esteve relacionado a uma condição ocular temporária, o que intensificou o interesse público pelo acessório.

Veículos franceses informaram que Macron sofreu uma ruptura de vasos sanguíneos no olho, conhecida como hemorragia subconjuntival, causada por fatores como trauma, tosse, espirro, pressão alta ou uso de anticoagulantes, segundo a Academia Americana de Oftalmologia. Essa condição geralmente desaparece sem tratamento em até duas semanas.

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