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Maduro preso e com audiência marcada para segunda (5)

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Dois dias após serem capturados na Venezuela durante uma ação militar dos Estados Unidos, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer pela primeira vez a um tribunal federal americano nesta segunda-feira, 5. Na ocasião, serão apresentadas as acusações contra eles.

A audiência ocorrerá ao meio-dia (hora local, 14h de Brasília) no Tribunal Distrital Federal de Manhattan. O juiz responsável informará as acusações, explicará os direitos do casal e solicitará que se declarem culpados ou inocentes. O juiz Alvin K. Hellerstein, com quase 30 anos de experiência e nomeado pelo presidente Bill Clinton, deve determinar a prisão preventiva até o julgamento, previsto para daqui a mais de um ano.

Maduro, Cilia e mais quatro homens, incluindo um filho de Maduro cujo paradeiro é desconhecido, enfrentam acusações do Departamento de Justiça por tráfico de cocaína e narcoterrorismo. As acusações são resultado de uma investigação da Administração de Combate às Drogas dos EUA (DEA).

Até o momento do julgamento, o ex-presidente ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC), uma instalação que abriga presos enquanto aguardam julgamento. O local é conhecido por suas condições precárias e por ter abrigado figuras notórias.

Entre os detentos históricos do local está o rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy, acusado de tráfico sexual, e Luigi Mangione, acusado de homicídio. Personalidades como Ghislaine Maxwell e José Maria Marin também passaram pelo MDC antes de seus processos.

O MDC detém atualmente cerca de 1.336 presos. Apesar de alguns enfrentarem acusações sérias, a maioria responde por crimes menores. A unidade funciona como um local temporário para detentos até que seus casos sejam julgados.

Nos últimos anos, a população carcerária do MDC diminuiu. Em 2024, o Departamento de Prisões dos EUA interrompeu temporariamente o envio de presos para o local devido às condições precárias. Relatos apontam mortes evitáveis, violência e abusos na unidade, caracterizando-a como uma prisão extremamente problemática no sistema federal.

O percurso que levou Maduro até a detenção no Brooklyn foi complexo. Foi capturado na madrugada no Forte Tiuna, em Caracas, e transferido para um porta-aviões americano no Caribe. Depois, passou por uma base naval em Guantánamo, chegando por fim a Nova York, onde foi conduzido à sede do DEA e, posteriormente, à prisão no Brooklyn.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maduro cumprimentando cordialmente os agentes ao chegar ao departamento, demonstrando tranquilidade diante do processo.

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