Brasil
Mãe da vítima de estupro coletivo em Copacabana quer justiça rápida
A mãe da adolescente que sofreu um estupro coletivo em Copacabana, Zona Sul do Rio, exige que os cinco acusados sejam devidamente punidos. Em entrevista ao RJ2, da TV Globo, ela destacou a coragem da filha ao denunciar o grupo:
— Quando ela levantou o vestido, mostrando parte do corpo, fiquei desesperada. Apenas peguei os documentos e disse: “Vamos para a delegacia”. Minha filha foi muito corajosa, reconheceu os agressores. Isso pode ajudar outras vítimas. Eu quero apenas que eles sejam punidos.
A investigação do caso, ocorrido em janeiro, pode ter novos desdobramentos. A Polícia Civil recebeu relatos informais de possíveis outras vítimas nas redes sociais. O delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), explicou que ainda não há registros formais, mas esperam que vítimas procurem a delegacia.
O andamento do processo já levou à prisão preventiva de quatro jovens maiores de idade acusados do crime. A Justiça ainda avalia o caso de um jovem de 17 anos, ex-namorado da vítima. Dois dos suspeitos possuem antecedentes por envolvimento em brigas.
Detalhes do crime
Os acusados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos com 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, com 19 anos. O crime ocorreu quando o menor de 17 anos atraiu a adolescente para um encontro em um apartamento na Rua Viveiros de Castro. Enquanto ele e a vítima estavam sozinhos, os demais invadiram o cômodo e praticaram o estupro coletivo.
Câmeras do prédio mostraram a entrada e saída dos jovens. A adolescente registrou boletim de ocorrência e exame comprovou lesões em áreas íntimas. A defesa de João Gabriel Xavier Bertho nega a acusação de estupro, apresentando imagens da jovem sorrindo e despedindo-se do amigo após o encontro. Ele é atleta do Serrano Football Club e foi afastado após as acusações.
Medidas da escola
O Colégio Pedro II iniciou o processo de desligamento dos alunos envolvidos no caso, em uma nota contundente contra a violência de gênero, solidarizando-se com as mulheres da comunidade escolar.
Investigação e prisão
O adolescente de 17 anos está sendo procurado, com a identidade preservada, e sua conduta será avaliada pela Vara da Infância e Adolescência. Ele teria convidado a vítima para o encontro e, no elevador, indicou que outros amigos participariam, o que a jovem não consentiu.
No sábado, a Polícia Civil realizou a operação “Não é Não” para prender os suspeitos, mas não os encontrou, tornando-os foragidos da justiça.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login