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Mãe de Marielle se emociona e deixa julgamento no STF
Marinete da Silva, mãe da vereadora Marielle Franco, ficou visivelmente abalada e saiu chorando do julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os responsáveis pela execução da filha e do motorista Anderson Gomes. Ela apresentou sinais de mal-estar e precisou de atendimento dos bombeiros do STF.
Marinete foi amparada por sua filha, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, enquanto o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, mencionava a delação premiada de Ronnie Lessa, o executor confesso do assassinato, detalhando o planejamento do crime. Um bombeiro acompanhou ambas durante esse momento delicado.
No atendimento na antessala do plenário, Marinete contou com o suporte emocional de Anielle e de sua neta, Luyara Santos. Ela relatou que seu mal-estar pode ter sido causado pela elevação da pressão arterial devido ao estresse do julgamento.
Anielle e Marinete permaneceram mais de quarenta minutos na área externa do plenário. O pai, Antônio Francisco da Silva Neto, acompanhou atentamente o voto e brevemente saiu para verificar as condições da esposa, retornando em seguida para a sessão.
Ao iniciar seu voto, o relator expressou sua análise sobre as razões por trás do assassinato da ex-vereadora. O ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação dos quatro réus, afirmando que as evidências reunidas pela Polícia Federal contra os investigados são convincentes e mostram claramente a motivação e o pagamento pelo crime executado por Ronnie Lessa.
“O crime envolveu fatores políticos, combinados com misoginia, racismo e discriminação. Marielle Franco era uma mulher negra, de origem humilde, que enfrentava os interesses de milicianos. A mensagem que esses autores queriam enviar era clara: para eles, isso não teria grande repercussão”, disse Alexandre de Moraes, destacando o pensamento misógino e preconceituoso dos responsáveis pelo assassinato.

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