Brasil
Maioria no Sudeste apoia fim da escala 6×1, acima da média nacional
Na região Sudeste, 67% da população apoia a proposta de acabar com a escala 6×1, um sistema onde o trabalhador cumpre seis dias seguidos de trabalho e tem apenas um dia de descanso. Esse dado é um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, que mostra que o Sudeste é a região com maior apoio e supera a média nacional, que é de 63%. As regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte apresentam percentuais de 66%, 63%, 52% e 51%, respectivamente.
Nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, a rejeição à proposta é menor, com 18% dos habitantes contrários à mudança. Além disso, 6% estão indiferentes, e 9% não souberam opinar sobre o tema.
A região Sudeste também lidera no conhecimento sobre o projeto em tramitação no Congresso, com 71% das pessoas alegando acompanhar ou entender ao menos um pouco das discussões. No Centro-Oeste, essa taxa é menor, com apenas 49%. Nacionalmente, apenas 12% declaram conhecer bem a proposta.
Qualidade de vida e produtividade
O Sudeste destaca-se pelo otimismo quanto ao fim da escala 6×1, refletindo a percepção crescente de que bem-estar e desempenho profissional estão ligados, conforme explica Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Nessa região, 74% acreditam que a alteração será positiva para a qualidade de vida dos trabalhadores, o maior índice registrado entre as regiões do Brasil, superior à média nacional de 67%.
Quanto à produtividade, 65% dos sudestinos acreditam que ela aumentará com o fim da escala 6×1, número parecido com o do Sul (64%) e superior ao Norte e Nordeste (51%) e ao Centro-Oeste (47%). A média nacional é de 58%.
Sobre o impacto financeiro para as empresas, 39% dos residentes do Sudeste pensam que a proposta trará ganhos, enquanto 27% julgam que trará prejuízos e outros 27% acreditam que não haverá mudanças. A média nacional de otimismo nesse quesito é de 35%.
Metodologia
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados realizou entrevistas com 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as 27 unidades federativas, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.

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