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Mais de 80 presos políticos são libertados na Venezuela, afirma ONG
Mais de 80 presos políticos foram liberados neste domingo (25) na Venezuela, em um processo gradual de soltura que ocorre sob forte pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, segundo informou a ONG Foro Penal.
O governo de Delcy Rodríguez, que assumiu o controle após a prisão de Maduro realizada por uma operação militar dos EUA em 3 de janeiro, anunciou a liberação de um “número significativo” de detentos.
A oposição e organizações de direitos humanos criticam a lentidão da liberação. Familiares dos presos permanecem do lado de fora das prisões durante a noite, na esperança de rever seus entes queridos.
“Pelo menos 80 presos políticos confirmados foram libertados hoje em todo o país. É possível que ocorram mais solturas”, afirmou o diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, em publicação na rede social X.
O advogado Gonzalo Himiob, também do Foro Penal, relatou que as liberações ocorreram na madrugada. “Este número ainda pode ser maior conforme avançam as verificações”, complementou no X.
Desde dezembro, o governo contabiliza 626 solturas oficiais, cuja verificação será solicitada pelo alto comissário da ONU para Direitos Humanos, conforme declarou Rodríguez.
Os números divulgados pelo governo contrastam com as contagens das ONGs, que indicam aproximadamente metade desse total no mesmo período.
Rodríguez, governante temporária, iniciou uma mudança abrupta nas tensas relações entre Caracas e Washington.
No último sábado, a presidente interina conclamou a oposição para que firmem acordos em busca da paz no país, que os Estados Unidos alegam estar sob seu controle após a ação militar que derrubou Maduro.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enfrentam processos judiciais em Nova York por acusações de tráfico de drogas.
A Venezuela enfrenta anos de controle estatal rigoroso.
Os protestos contra a polêmica reeleição de Maduro em 2024 foram duramente reprimidos, resultando na detenção de mais de 2.000 pessoas em apenas 48 horas.
Além disso, está vigente um estado de emergência que pune com prisão aqueles que apoiarem a intervenção militar americana.

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