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Manifestantes trocam bandeira iraniana pela da antiga monarquia em Londres

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Um manifestante substituiu momentaneamente a bandeira da República Islâmica do Irã pela bandeira da antiga monarquia na embaixada iraniana em Londres, neste sábado (10), durante um protesto em apoio aos movimentos de resistência no país, conforme relatos de testemunhas à AFP.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra um homem na varanda do prédio, próximo ao Hyde Park, no centro de Londres, removendo a bandeira atual sob os aplausos de centenas de participantes e pendurando no lugar uma bandeira com o símbolo do leão e sol, representativo da monarquia.

A bandeira da monarquia permaneceu hasteada por alguns minutos antes de ser retirada, segundo vários observadores presentes no local.

“Democracia para o Irã, rei Reza Pahlavi. Justiça para o Irã”, gritavam os manifestantes, fazendo referência ao filho do xá deposto, que reside nos Estados Unidos. Muitos dos presentes exibiam símbolos da antiga monarquia iraniana, derrubada pela revolução islâmica de 1979.

Alguns manifestantes também seguravam cartazes com a frase “Irã livre”.

Um vídeo mostra um homem no balcão da embaixada próximo ao Hyde Park trocando a bandeira atual pela usada durante o reinado do xá deposto, sob aplausos de centenas de pessoas abaixo.

“Estou aqui para apoiar o povo iraniano. Meus familiares no Irã protestam há duas semanas. A internet foi bloqueada. Creio que já fazem três dias que ninguém consegue se comunicar”, declarou à AFP Taraneh, uma produtora de 33 anos que vive em Londres há cinco anos.

A polícia de Londres comunicou nas redes sociais que enviou agentes após um manifestante subir até a sacada do edifício. Posteriormente, informou que prendeu duas pessoas e está procurando outra.

“Não houve registro de distúrbios graves. Os policiais permanecerão na área para garantir a segurança da embaixada”, disse a polícia.

Desde 28 de dezembro, o Irã enfrenta um movimento popular sem precedentes em vários anos, inicialmente motivado pelo aumento do custo de vida e que se espalhou por todo o território.

Pelo menos 51 pessoas, incluindo nove crianças, já morreram e centenas ficaram feridas, segundo dados divulgados pela organização Iran Human Rights, sediada na Noruega.

As autoridades iranianas bloquearam o acesso à internet por mais de 48 horas, conforme monitoramento da ONG de segurança cibernética Netblocks.

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