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Manoel Carlos assume o Ministério da Justiça interinamente

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O comando do Ministério da Justiça (MJ) ficará temporariamente sob a responsabilidade do secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, após a saída de Ricardo Lewandowski. O ministro entregou sua carta de demissão ao presidente Lula em um encontro ocorrido antes da cerimônia que marcou os três anos dos ataques golpistas de oito de janeiro no Palácio do Planalto.

Mesmo com a saída do ministro, sua equipe deve manter-se nas funções até que o presidente indique um novo chefe para o ministério, conforme relatado pelo colunista Lauro Jardim. Manoel Carlos, que irá administrar o ministério no período de transição, tem uma vasta experiência, tendo atuado como diretor jurídico na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por oito anos, além de ter sido procurador-geral municipal e secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2014, ele assumiu a secretaria-geral do Supremo Tribunal Federal (STF) e trabalhou próximo a Lewandowski, também sendo assessor do ministro e colaborador em sua gestão no MJ.

Lewandowski indicava que pretendia deixar o cargo até esta sexta-feira, mesmo após o pedido de Lula para que permanecesse até o final do mês. Durante os dois anos na pasta, enfrentou desafios como a fuga de presos em Mossoró (RN) e acompanhou investigações importantes, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco e a responsabilização dos acusados pelo crime.

No entanto, Lewandowski não conseguiu aprovação no Congresso para a PEC da Segurança, principal proposta legislativa de sua gestão, enfrentando resistência, especialmente da Casa Civil, devido a pontos controversos como o fortalecimento da Polícia Federal e aumentos orçamentários. O projeto foi encaminhado ao Congresso apenas em abril e ainda não foi aprovado.

O ministro também ficou incomodado com a proposta de criar uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil para coordenar as ações de segurança pública, uma ideia que não recebeu aval do presidente Lula. Ele viu na iniciativa uma pressão interna para enfraquecer seu ministério.

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