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María Corina Machado quer retornar à Venezuela apesar da prisão de aliado
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, declarou nesta segunda-feira (9) que está pronta para regressar ao seu país, mesmo após a nova prisão de um de seus aliados próximos que havia sido libertado recentemente.
“Isso não impede o meu retorno. Pelo contrário”, afirmou Machado a jornalistas em Washington.
A líder opositora, contudo, não revelou quando pretende voltar à Venezuela, país que deixou secretamente para poder receber o Prêmio Nobel da Paz em dezembro.
“No momento certo, as informações serão divulgadas por canais oficiais”, disse. “Tenho sido bastante clara sobre minha intenção de retornar à Venezuela o mais rápido possível para acompanhar o povo venezuelano em sua caminhada rumo à mudança democrática”, acrescentou.
Machado ressaltou: “O que está acontecendo na Venezuela atualmente mostra que estamos diante de um regime não apenas criminoso, mas que teme a verdade e sua própria população.”
Juan Pablo Guanipa, líder opositor e aliado próximo de Machado, foi libertado no domingo e detido novamente poucas horas depois. Sua família relata que seu paradeiro é desconhecido desde então.
“Domingo foi um dia de emoções contraditórias: o alívio dos familiares ao verem alguém querido voltar”, descreveu Machado, que falou com Guanipa pouco após sua libertação.
“No entanto, essa resposta da tirania foi prender novamente o meu amigo imediatamente. Por quê? Qual crime ele cometeu?”, questionou Machado.
A líder da oposição falou após visitar a sede da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), onde participou de encontros com especialistas que monitoram os direitos humanos na região.
A CIDH realizou sua última missão na Venezuela em 2002, e o governo não permite que seus especialistas retornem desde então, bloqueando visitas a prisões e conversas com opositores.
O governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, libertou centenas de presos e aprovou uma Lei de Anistia.
“Estamos vivendo uma situação política muito complexa. As ações do regime têm sido resultado de uma pressão internacional”, explicou a opositora, que presenteou o presidente americano Donald Trump com sua medalha do Nobel como forma de agradecimento.

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