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Maria da Penha pede ação concreta e estimula mulheres a empreender

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Maria da Penha, que dá nome à importante lei contra a violência doméstica, enfatiza a necessidade de que a lei seja realmente aplicada no Brasil. Ela participou recentemente de um evento em Brasília promovido pelo Sebrae, onde destacou que fortalecer a autonomia econômica das mulheres é essencial para sua proteção.

A lei precisa sair do papel, não apenas ser comemorada.

Desde sua publicação em 2006, a Lei Maria da Penha tem sido fundamental para combater a violência contra a mulher. No entanto, sua ativista principal ressalta que o avanço depende de ações efetivas.

Durante o evento, mulheres presentes reforçaram a importância de dar às mulheres maior independência financeira. Ter emprego e renda são caminhos essenciais para eliminar a desigualdade de gênero.

Desafios no mercado de trabalho

Mulheres ainda enfrentam grandes dificuldades para alcançar cargos de liderança, não por falta de habilidade, mas por obstáculos como carga doméstica, insegurança profissional e dificuldades para conseguir crédito.

Um estudo do Sebrae mostra que as mulheres recebem menos crédito e enfrentam taxas mais altas e maior rejeição em financiamentos bancários.

O Sebrae lançou um projeto para capacitar mulheres, ampliar seu acesso ao mercado e fortalecer a liderança feminina, incluindo apoio para creches, mobilidade e saúde.

Cris Arcangeli, empresária no evento, destacou que competência, credibilidade, coragem e inovação são essenciais para empreender e sugeriu o selo “feito por mulheres” para incentivar a sororidade.

Daniela Correa lidera o Instituto do Corpo Humano, que promove a saúde da mulher unindo cuidados físicos e mentais, investindo em treinamentos para sua equipe garantir respeito à essência feminina.

Mulheres na engenharia e outros setores

Viviane dos Santos Cardoso, engenheira, compartilha as dificuldades enfrentadas por preconceitos no setor da construção, onde a competência técnica é a maior ferramenta contra o machismo.

Setor de cosméticos

Patrícia Castellano Silva superou dificuldades financeiras para criar a Bela Bruna Cosméticos, defendendo que o mercado deve valorizar o talento profissional independentemente do gênero.

Perseverança no empreendedorismo

Cristiane da Silva, administradora, decidiu empreender após se tornar mãe para conciliar trabalho e família, e incentiva mulheres com poucos recursos a começarem seus negócios com coragem.

Coragem e liderança feminina

Júlia Cordeiro, fundadora da Contabelli, seguiu seu sonho de empreender desde cedo, conciliando maternidade e gestão empresarial, e usa as redes sociais para apoiar outras mulheres empresárias.

Ela reforça a importância de reafirmar a competência, enfrentando o preconceito com firmeza e oferecendo apoio para mulheres que migram da técnica para a liderança.

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