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Marina Silva destaca redução do desmatamento e aumento da fiscalização
Em um discurso proferido em Brasília, a ministra Marina Silva se despediu do comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), após quase 40 meses à frente da pasta. Ao longo de mais de 50 minutos, ela apresentou um balanço de sua gestão entre janeiro de 2023 e abril de 2026.
Marina Silva ressaltou a retomada do protagonismo do Brasil na agenda ambiental global, destacando a significativa redução do desmatamento em biomas críticos e a recuperação institucional da pasta que conduziu. Ela explicou que ao assumir, encontrou a estrutura do ministério fragilizada e precisando de reconstrução em aspectos políticos, éticos, técnicos e administrativos.
Durante seu mandato, mais de 1.557 servidores foram incorporados ao sistema do MMA, incluindo o Ibama, ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O orçamento anual da pasta mais que dobrou, passando de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025, o que permitiu ampliar a governança e a capacidade de execução das políticas ambientais.
Como resultado desses esforços, o desmatamento caiu 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado entre 2022 e 2025, evitando a emissão de aproximadamente 733,9 milhões de toneladas de CO2 equivalente. No último ciclo de monitoramento, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, verificou-se uma nova queda de 33% na Amazônia e 7% no Cerrado.
O crescimento das equipes e recursos facilitou uma atuação mais eficiente nas áreas de maior risco. O Brasil recuperou 3,4 milhões de hectares de vegetação nativa nesse período. As fiscalizações do Ibama aumentaram 80% e as do ICMBio cresceram 24%. As áreas embargadas na Amazônia cresceram 51% e 44%, respectivamente, enquanto a mineração ilegal na região foi reduzida pela metade.
Ao final do discurso, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, foi anunciada a nomeação de João Paulo Ribeiro Capobianco como novo titular do MMA, garantindo a continuidade das políticas ambientais do governo.
Marina Silva refletiu sobre seu compromisso ao afirmar que vê a política como um serviço, e que a persistência, mais que o otimismo ou pessimismo, é o que motiva seu trabalho. “Caminhamos juntos porque dependemos uns dos outros para seguir adiante. A imagem das nossas ações está mudando porque a realidade está melhorando”, destacou.
Para a ex-ministra, não há civilização possível se o negacionismo ambiental prevalecer, advertindo que, sem consciência e ação em relação ao planeta, sua própria existência estaria ameaçada.


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