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Matrículas em ensino superior público do DF crescem 77% em seis anos

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O número de alunos matriculados nas universidades públicas do Distrito Federal cresceu 77% entre 2019 e 2024. O total subiu de 773 para 1.371 estudantes, segundo dados do Censo da Educação Superior. Esse crescimento inclui matrículas nas instituições gerenciadas pelo Governo do Distrito Federal, como a Universidade do Distrito Federal (UnDF), a Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e a Escola de Governo (ESG). A UnDF foi responsável pela maior parte da expansão ao oferecer mais cursos e vagas a partir de 2022.

Entre 2019 e 2024, essas instituições públicas do DF formaram 929 alunos, com um aumento anual de formandos de 123 para 191 no período. A reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck, destaca que essa expansão atende ao que foi previsto pelo Plano Distrital de Educação para criar um sistema público de ensino superior na região.

Criada em 2021, a UnDF avançou em normas, carreira docente e criação de fundo específico. Desde 2022, estabeleceu regras internas, abriu concurso para professores e lançou novos projetos pedagógicos. Em 2023, ofereceu nove cursos de graduação com 360 vagas, consolidou seu campus no Lago Norte e iniciou políticas de apoio estudantil. O número de alunos na UnDF chegou a 1.025 em 2023, ultrapassou 1.300 em 2024 e alcançou 1.955 em 2025. O número de cursos subiu de dois para 19, com maior oferta de bolsas e programas de iniciação científica e extensão. As atividades ocorrem em unidades no Lago Norte, Asa Norte e Samambaia, com planos de expansão para Ceilândia.

Para sustentar esse crescimento, o Governo do Distrito Federal autorizou a contratação de 110 professores e 35 técnicos para a UnDF. Está previsto um investimento de R$ 25 milhões em 2026 para fortalecer a estrutura acadêmica e implantar o novo campus em Ceilândia. O governo alugou um prédio privado na região por R$ 110,5 milhões em cinco anos para estruturar essa unidade, que deve começar a operar ainda em 2025, oferecendo cursos como Nutrição, Enfermagem e licenciaturas.

Simone Benck destaca que a expansão para Ceilândia busca aproximar a universidade das regiões periféricas com grande demanda por vagas, oferecendo oportunidades para jovens que terminam o ensino médio. A UnDF também ampliou programas de bolsas de iniciação científica e inovação, de 30 para 60 em 2025, e programas de extensão e pesquisa. O apoio ao estudante é um foco importante, incluindo auxílios para permanência, transporte, creche, saúde mental e estágios.

Estudantes relatam benefícios da instituição. Rayane Christine Sousa Silva, do curso de Gestão Ambiental, pôde conciliar trabalho e estudos graças à carga horária reduzida e ao apoio da universidade, depois de ter abandonado outro curso. Ana Luísa Ogliari, da primeira turma de Psicologia, escolheu a UnDF pela ênfase em pesquisa, extensão e aplicação prática que ajuda a sociedade.

Para ampliar o acesso, a UnDF lançou editais para 214 vagas remanescentes no primeiro semestre de 2026 e prepara novos processos seletivos. A chegada do campus de Ceilândia deve aumentar ainda mais as vagas na rede pública de ensino superior do Distrito Federal.

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