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Maxwell, parceira de Epstein, busca indulto de Trump antes de depor ao Congresso
Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou-se nesta segunda-feira (9) a responder perguntas de um comitê do Congresso dos Estados Unidos, mas declarou estar disposta a conversar caso receba um indulto do presidente Donald Trump.
Maxwell, que cumpre uma sentença de 20 anos por tráfico sexual, foi convocada para prestar depoimento ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga as conexões de Epstein com indivíduos influentes e o manejo das informações sobre seus crimes.
O presidente do comitê, James Comer, informou que Maxwell invocou a Quinta Emenda, que garante o direito de não se autoincriminar, e assim se absteve de responder às perguntas, expressando decepção pela situação, uma vez que haviam muitas dúvidas sobre os atos ilícitos cometidos pelo casal e possíveis cúmplices.
O advogado de Maxwell, David Markus, declarou que se o Comitê e o público desejam ouvir a verdade sem filtros, há um caminho direto: Maxwell está disponível para falar abertamente se receber o indulto do presidente Trump.
Markus afirmou também que Trump e o ex-presidente democrata Bill Clinton, ambos anteriormente associados a Epstein, não têm envolvimento criminoso.
Maxwell é a única pessoa condenada em relação aos crimes ligados a Epstein, que foi encontrado morto na prisão em 2019, em um caso considerado suicídio.
Epstein foi condenado em 2008 por solicitar serviços sexuais de uma menor e seus contatos com pessoas poderosas tornaram o caso sensível internacionalmente.
Maxwell, ex-socialite britânica, foi julgada culpada em 2021 por fornecer menores a Epstein e havia sido convocada para depor virtualmente da prisão no Texas onde cumpre sua pena.
O governo Trump divulgou no final de janeiro os últimos documentos relacionados a Epstein, sem expectativa de novos processos, embora várias figuras públicas tenham sido atingidas pelo escândalo.
O deputado democrata Suhas Subramanyam, que acompanhou o depoimento de Maxwell a portas fechadas, comentou que ela não mostrou remorso ao invocar seus direitos e que a atitude parece ser uma tentativa de obter indulto de Trump.
Em breve, os Clinton devem depor sobre suas ligações com Epstein, em audiências previstas para o fim de fevereiro, enquanto Trump, embora tenha sido amigo de Epstein, não foi chamado a depor.
Nem os Clinton nem Trump enfrentam acusações relacionadas ao caso.
No ano passado, Maxwell foi transferida para uma prisão de segurança mínima no Texas após reuniões com o procurador-geral adjunto Todd Blanche, que foi advogado pessoal de Trump.
Trump tentou impedir a divulgação dos arquivos sobre Epstein, mas enfrentou pressão de seu partido para sancionar a liberação das informações.
Essa decisão reflete a pressão política para esclarecer o que muitos consideram uma tentativa de proteger poderosos envolvidos no círculo de Epstein.

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