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Médico de Bolsonaro relata tontura, desequilíbrio e problemas de memória no ex-presidente

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Brasil Caiado, um dos médicos que cuida do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), declarou nesta quarta-feira, 7, que o ex-presidente está em um estado considerado “estável” e apresenta machucados leves, além de sintomas como tontura, desequilíbrio, variações na memória e possíveis interações medicamentosas.

A declaração foi dada após Bolsonaro realizar exames médicos depois de ter sofrido uma queda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso desde novembro.

“Ele estava estável e o que mais me chama a atenção, desde ontem ou nos últimos dois ou três dias, são esses sintomas que mencionei: tontura, desequilíbrio e flutuações na memória”, afirmou Brasil Caiado aos jornalistas.

O ex-presidente passou por tomografia craniana, ressonância magnética e eletroencefalograma, que identificaram um traumatismo craniano leve, com contusões na região frontal direita e na região temporal direita externamente. “A lesão não é motivo de preocupação… O que realmente chama atenção é a possível interação entre medicamentos, o que complica a situação”, explicou o médico.

Segundo Brasil Caiado, não houve confirmação de crises convulsivas: “A suspeita clínica de crise convulsiva não foi confirmada pelos exames, permanece uma dúvida, mas provavelmente não ocorreu”.

O médico ainda detalhou o desafio em administrar os remédios para os soluços do ex-presidente: “É uma decisão difícil entre suspender a medicação e enfrentar um quadro grave de soluços, ou manter os remédios e aumentar um risco que ainda estamos avaliando”.

Declarações de Michelle e Carlos Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou que Jair Bolsonaro está emocionalmente abalado, mas que não há risco de fuga caso ele retorne à prisão domiciliar. “Nossa casa é como uma prisão. Não há possibilidade dele fugir”.

Michelle Bolsonaro também defendeu que o ex-presidente deve cumprir prisão domiciliar, semelhante ao ex-presidente Fernando Collor, afirmando que ele não deveria estar na Superintendência.

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, mencionou que seu pai sofre de falta de ferro e labirintite, destacando a importância do acompanhamento médico constante para evitar riscos graves: “Se não houver atendimento integral por médicos e enfermeiros, temo que algo fatal possa acontecer”.

Jair Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. Em 24 de dezembro, ele foi hospitalizado para procedimentos médicos que corrigiram uma hérnia inguinal e para tentar controlar as crises de soluços.

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