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Merz destaca Europa como alternativa ao domínio e autoritarismo

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O chanceler alemão Friedrich Merz elogiou a União Europeia nesta quinta-feira, 29, como uma alternativa ao domínio e autoritarismo, capaz de estabelecer acordos com parceiros que compartilham valores similares em um mundo marcado pela crescente competição entre grandes potências.

Merz ressaltou a importância continuada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), onde a Europa planeja intensificar seus esforços de defesa, e afirmou que buscará sempre cooperação com os Estados Unidos — mas não como uma nação subordinada. Ele também se juntou a outros líderes europeus para contestar declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

Em discurso ao parlamento alemão sobre política externa, uma semana após Trump retirar a ameaça de novas tarifas contra a Alemanha e outros sete países europeus, Merz afirmou:

“Está claro que um mundo dominado por grandes potências está se desenhando. Um vento adverso sopra e devemos estar preparados para isso.”

No entanto, esse cenário também abre oportunidades para a Europa, já que democracias com mercados abertos e em crescimento buscam parcerias baseadas no respeito mútuo, confiança e credibilidade.

“Não devemos subestimar o quão atraente esse modelo europeu pode ser para novos aliados”, disse Merz. “Somos uma alternativa ética ao domínio e à autocracia globais.”

Ele destacou a unidade crescente dentro da União Europeia, apesar das diferenças entre seus 27 membros, e elogiou a rápida reação do bloco a ameaças comerciais recentes, afirmando que a Europa não se deixará mais intimidar por pressões externas.

Merz ressaltou que a Europa precisa aprender a política do poder para se afirmar de forma autônoma, assumindo maior responsabilidade pela sua segurança, buscando independência tecnológica e impulsionando o crescimento econômico.

Defensor de mais acordos comerciais para a União Europeia, Merz menciona negociações com o Mercosul e a Índia como exemplos de parcerias estratégicas.

Ao buscar novas alianças, ele também frisou a importância de preservar as antigas, destacando a confiança transatlântica como um valor essencial. A Otan deve ser fortalecida, e a cooperação com os Estados Unidos estendida, mas sempre com base em uma parceria entre democracias independentes, não subordinadas.

Merz concluiu: “Como democracias, seguimos parceiros e aliados, jamais subordinados.”

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