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Messias retoma diálogo direto com senadores após encontro com Pacheco e gesto de Lula

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Jorge Messias, advogado-geral da União, planeja intensificar nas próximas semanas o contato direto com senadores para garantir o apoio necessário à sua nomeação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da diminuição das reuniões durante o recesso parlamentar, ele manteve encontros com figuras influentes do Senado, como o ex-presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que chegou a ser cogitado para a vaga no STF, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA).

Poucos dias antes do Natal, Messias se reuniu com Pacheco em Brasília. A decisão do presidente Lula de não escolher Pacheco para a vaga provocou desconforto no atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Quando questionado, Otto Alencar comentou que a conversa entre Messias e Pacheco foi cordial, mas sem detalhes divulgados.

Antes do fim do ano, Lula também recebeu Alcolumbre no Palácio do Alvorada. Messias tem férias na Bahia e retornará a Brasília em breve. Recentemente, jantou com Otto Alencar, que solicitou a reunião após saber da presença do advogado-geral no estado.

O presidente da CCJ afirmou que ainda não está definida a data para a sabatina de Messias, que dependerá do envio formal da indicação ao Senado por Lula. Sobre o clima para aprovação, Otto evitou fazer previsões, ressaltando que cabe ao indicado buscar os votos necessários.

Messias informou que estava de férias e ainda não planeja retomar oficialmente as articulações.

Durante o recesso, Messias demonstrou aproximação nas redes sociais, interagindo com publicações de senadores como Otto Alencar, Jaques Wagner (PT-BA), Angelo Coronel (PSD-BA), Renan Calheiros (MDB-AL) e Weverton Rocha (PDT-MA).

Apesar da conversa com Pacheco e Otto, houve redução na frequência de contatos presenciais com outros parlamentares durante o recesso. A avaliação era que esforços intensos no período parado não ajudariam e poderiam aumentar resistências já existentes.

Antes do recesso, Messias havia intensificado sua presença no Senado, visitando gabinetes para buscar os 41 votos necessários à aprovação.

Em dezembro, a tentativa de realizar a sabatina foi interrompida pela não formalização da indicação pelo Planalto. Isso levou Davi Alcolumbre a cancelar a audiência, expondo publicamente a falta de respaldo do indicado. O adiamento foi visto como uma tática do governo para ganhar tempo, mas evidenciou a resistência política no Senado.

Messias passou a ser visto nos bastidores como um nome em espera.

Na avaliação do Planalto, a situação ainda é administrável. Lula descreveu como “muito boa” a conversa que teve recentemente com Alcolumbre, tratando o impasse da indicação.

O presidente reconheceu o problema criado pela preferência do Senado por outro nome, mas reafirmou sua decisão de manter Messias. A escolha de Pacheco como preferido deixou senadores frustrados.

Simultaneamente, o governo demonstrou interesse em melhorar a relação com o Senado em outras frentes. Um sinal importante foi a nomeação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um nome apoiado por parte dos senadores. A escolha contrariou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e foi interpretada como um gesto político do presidente para amenizar tensões relativas à vaga no STF.

Assessores de Lula reconhecem que a nomeação é parte de um esforço mais amplo para diminuir atritos com o Senado.

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