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México reclama morte de 13 cidadãos sob custódia americana em operações de imigração

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O governo do México comunicou nesta quarta-feira (25) que 13 mexicanos perderam a vida nos Estados Unidos no último ano enquanto estavam sob a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) ou durante ações de imigração.

Esses óbitos foram apresentados em uma coletiva do Ministério das Relações Exteriores do México e ocorreram no contexto das políticas restritivas de imigração implementadas pelo presidente Donald Trump desde seu retorno ao cargo em janeiro de 2025.

Seis casos foram associados a “complicações médicas”, enquanto quatro foram classificados como “suicídio”, informou Roberto Velasco, subsecretário para a América do Norte do Ministério das Relações Exteriores.

Além disso, dois mexicanos morreram em operações de imigração e um faleceu durante um tiroteio em instalações do ICE, detalhou Velasco.

“Exigimos o respeito aos direitos humanos. (…) Não aceitamos essas formas de detenção”, afirmou a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

O governo mexicano enviou ao total 14 comunicações diplomáticas a respeito dessas mortes, recebendo 12 respostas.

A administração americana respondeu que serão realizadas investigações, conforme informado pela presidente, que enfatizou a importância de apurações que esclareçam definitivamente as causas dos falecimentos.

O caso mais recente envolve Royer Pérez Jiménez, de 19 anos, encontrado morto em um centro de detenção na Flórida. Tanto o ICE quanto o governo mexicano indicaram o suicídio como causa provável.

No ano anterior, durante o período das políticas restritivas de imigração do presidente Donald Trump, pelo menos 30 pessoas faleceram em centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos, representando o maior número desde 2004, um ano após a criação do ICE.

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