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Michelle apresenta parecer da PGR a Moraes e reforça pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

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Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, levou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela concessão da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela utilizou esse documento como principal argumento para solicitar a alteração do regime de prisão. Nem Michelle nem Moraes comentaram o assunto.

O parecer da PGR, enviado ao STF nesta segunda-feira (23), foi o primeiro a apoiar a prisão domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o estado de saúde de Bolsonaro requer monitoramento constante, devido ao risco de alterações súbitas e imprevistas. Ele argumenta que o sistema prisional não oferece as condições adequadas para esse acompanhamento, e que o ambiente familiar seria mais apropriado para garantir a segurança física do ex-presidente.

De acordo com informações obtidas pelo Globo, Michelle afirmou a Moraes que os fundamentos apresentados pela PGR são válidos e ressaltou que Bolsonaro não pode passar a noite sozinho. Ela citou episódios recentes de broncoaspiração que resultaram em pneumonia e levaram o ex-presidente ao hospital, mencionando que já havia alertado o ministro em encontro anterior, em janeiro, e que o risco acabou se concretizando.

Michelle se emocionou ao falar sobre o dia a dia da família e tentou sensibilizar Moraes explicando a logística para cuidar do ex-presidente. Ela mencionou que prepara refeições diariamente, que são levadas por familiares, citou o envolvimento do irmão no transporte e incluiu a filha como parte do cuidado que, em casa, seria mais simples e constante.

Segundo interlocutores, Michelle alinhou o respaldo técnico da PGR com relatos práticos da rotina familiar, avaliando que a prisão domiciliar atenderia às recomendações médicas e garantiria assistência próxima e constante.

A reunião durou cerca de 20 minutos, e Michelle saiu otimista quanto a uma decisão favorável. Aliados aguardam que a prisão domiciliar seja autorizada até o fim da semana, possivelmente antes da alta hospitalar de Bolsonaro, sem data definida, mas prevista para ocorrer em pelo menos três dias, após a transferência para o quarto na noite de segunda-feira. A decisão final caberá ao ministro Moraes.

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