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Miguel Coelho apoia união entre PPUB e João Campos e se coloca como opção

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Ex-prefeito Miguel Coelho demonstra otimismo em relação a um acordo entre a federação formada pelo PP e União Brasil, chamada de União Progressista, e o projeto político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Ele explicou que esse diálogo tem sido construído desde 2023, respeitando as diferenças locais e a estratégia nacional da federação. “Tenho certeza disso. Tenho trabalhado muito desde o começo. Essa parceria iniciou em 2023, quando apoiamos o prefeito João Campos em 2024, e também recebemos apoio em Petrolina”, disse durante o Baile Municipal do Recife, realizado no Classic Hall, na madrugada deste domingo (8).

Miguel ressaltou que age com o apoio da direção nacional do União Brasil. “Falo não só por mim, mas com a confiança do presidente Antônio Rueda na minha liderança como presidente estadual do partido”, comentou, observando que as divergências internas são naturais no cenário político.

Ele destacou que o foco atual do União Brasil é a eleição para o Senado em 2026, mas sem prejudicar o aliado PP. “Claro que não queremos atropelar o PP. Nosso objetivo é integrar forças para ficarmos mais fortes”, afirmou.

Miguel disse que o cenário dependerá das decisões políticas dentro da federação. “Se PP e União tiverem candidatos ao Senado, é esperado que a federação busque ocupar as vagas disponíveis. Caso haja apenas uma, o União também desejará garantir sua participação”, afirmou, colocando seu nome à disposição. “Faço isso com a confiança daqueles que me conhecem, que me acompanham, e especialmente do presidente Rueda.”

Sobre a formação da chapa majoritária, Miguel comentou que há muita expectativa, mas que o processo segue seu curso. “A eleição será em outubro e a convenção só em julho. O calendário da política é diferente do calendário da vida”, explicou.

Para ele, os demais grupos políticos estão agindo conforme suas estratégias, enquanto o União Brasil busca um projeto mais inclusivo. “Não é um projeto apenas do União ou da federação, mas um plano para representar homens e mulheres de Pernambuco”, declarou.

Miguel Coelho afirmou que sua motivação para concorrer ao Senado vem da insatisfação com a política atual. “Quero ir ao Senado para transformar a realidade de frustração, tristeza e indignação que muitos sentem. Se a política não nos representa, quem poderá melhorar nossas vidas?”, questionou.

Por último, ele defendeu que a unidade precisa ser construída por meio do diálogo e da análise eleitoral. “Com respeito e conversa, podemos criar convergências. E, quando isso não for possível, que se escolha quem tenha mais chances de vencer a eleição”, concluiu. “Estou em paz comigo mesmo, contente com meu caminho até aqui e motivado para o futuro.”

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