Conecte Conosco

Mundo

Milei condena Irã no aniversário do ataque à embaixada israelense na Argentina

Publicado

em

O presidente argentino, Javier Milei, criticou fortemente o Irã enquanto reafirmava seu apoio aos Estados Unidos e Israel ao marcar os 34 anos do violento atentado contra a embaixada de Israel, pelo qual seu governo responsabiliza Teerã.

“Não pode haver concessão diante do terrorismo”, declarou Milei durante um evento realizado numa praça de Buenos Aires, próxima às ruínas do antigo prédio diplomático.

“Deixamos claro nosso posicionamento em um momento crucial em que Estados Unidos e Israel buscam pôr fim ao regime iraniano, uma tirania que oprime sua população e difundiu o terror por décadas”, acrescentou.

Em 17 de março de 1992, uma caminhonete carregada de explosivos destruiu o prédio da embaixada israelense, resultando em 22 mortes e mais de 200 feridos. Dois anos depois, um atentado contra a associação judaica AMIA ceifou 85 vidas. As autoridades argentinas atribuem ambos os ataques ao Irã e ao grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.

O embaixador israelense, Eyal Sela, presente na cerimônia marcada por coroa de flores brancas, afirmou que o falecido líder supremo iraniano, Ali Khamenei, não terá mais condições de promover ações terroristas.

Apesar de chuva intensa, cerca de cem pessoas participaram da homenagem. Atrás do palco, projetaram imagens da devastação da antiga embaixada, com o que restou do edifício ao fundo.

Em seu discurso, Milei ressaltou seu compromisso com “os valores ocidentais”, “a moral como base das políticas públicas” e “o enfrentamento ao antissemitismo”.

“Israel é um parceiro estratégico para nosso país e compartilhamos valores comuns”, afirmou.

O presidente também mencionou o Irã repetidamente como um adversário.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel coordenaram uma série de ataques contra o Irã, que respondeu bombardeando vários países vizinhos e bloqueando quase por completo o Estreito de Ormuz, colocando em risco o fornecimento global de petróleo.

O governo argentino elevou suas medidas de segurança e, um mês antes, classificou as Forças Quds da Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista.

Enquanto isso, a justiça argentina segue com um processo penal contra dez iranianos e libaneses relacionados ao caso AMIA, com o caso da embaixada ainda em investigação.

A comunidade judaica na Argentina é a maior da América Latina, com uma população estimada em aproximadamente 300 mil pessoas.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados