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Milei nega corrupção envolvendo irmã e se fortalece após ataque

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que as acusações de suborno contra sua irmã, Karina Milei, são falsas e resultado de uma tentativa política para prejudicá-lo. Em um almoço com empresários realizado nesta quinta-feira (28), ele classificou o caso como uma farsa criada por uma elite política interessada em derrubá-lo.
Segundo Milei, o episódio atual faz parte de uma série de inverdades que tentam desestabilizá-lo, mas ele garantiu estar disposto a colaborar com a Justiça para que a verdade seja esclarecida rapidamente.
Ele também contestou a autenticidade dos áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-aliado e ex-membro de seu governo, que teriam revelado um esquema de propinas. Milei criticou a Justiça por supostamente perder tempo com manobras políticas enquanto deveria focar em crimes reais.
Durante o encontro, Milei comentou o ataque que sofreu na quarta-feira passada, quando foi atingido por pedras, legumes e outros objetos durante um evento eleitoral próximo a Buenos Aires. Ele afirmou que não se deixou abalar pelo incidente, inclusive fazendo uma comparação com seu desempenho em jogos de futebol na juventude, sugerindo que o ataque o motiva a melhorar ainda mais.
Milei atribuiu a divulgação das gravações às campanhas eleitorais dos próximos meses em Buenos Aires e a nível nacional, e declarou que não será intimidado por essas ações que considera covardes, ressaltando que tais ataques indicam o medo dos adversários diante de sua proposta de liberdade para os argentinos.
É a segunda vez que Milei se manifesta publicamente sobre as acusações baseadas nos áudios de Spagnuolo. Nestes, o ex-diretor da Agência Nacional para Pessoas com Deficiência sugere que a indústria farmacêutica teria que pagar propinas para fechar contratos governamentais, indicando que uma parte significativa do valor seria destinada a Karina Milei.
Depois da divulgação dos áudios, Spagnuolo foi removido do cargo e houve investigações judiciais envolvendo ele e associados da empresa intermediária Suizo Argentina. Também foram feitas buscas nas sedes associadas ao caso.
Milei havia se mantido em silêncio até esta quarta-feira, mesmo tendo demonstrado apoio público à irmã. Ele anunciou que pretende tomar medidas legais contra Spagnuolo.
No discurso, Milei responsabilizou especialmente os aliados da ex-presidente Cristina Kirchner pelas tentativas de manipular as eleições marcadas para os próximos meses, prevendo que usarão diversas estratégias para influenciar os resultados, incluindo fraudes e campanhas negativas.

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