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Ministro afirma que governo apoiou versão de Derrite do PL antifacção por falta de alternativas
O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, afirmou nesta quarta-feira (25) que o governo não teve outras alternativas além de apoiar a versão do relator Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, na votação do projeto de lei antifacção.
Ele explicou que o comando da Câmara indicou que não aceitaria o texto aprovado no Senado.
“Apesar de termos grande afinidade com o texto do Senado, não havia possibilidade de nos manifestarmos, pois ele não seria votado”, disse o ministro.
Lima e Silva destacou que a única opção era negociar para tentar melhorar o texto.
“Existiam apenas duas posturas: não agir e deixar aquela versão seguir ou buscar aprimorá-la”, afirmou.
Durante a terça-feira, houve uma divisão no governo sobre aderir ou não ao texto elaborado pelo deputado Guilherme Derrite. O ministro da Justiça apoiava a versão, enquanto a Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Gleisi Hoffmann, e a bancada do PT na Câmara se posicionaram contra.
Foram apresentadas 23 propostas em cinco áreas diferentes para modificar o texto de Derrite, das quais 12 foram incorporadas no texto final aprovado.
O ministro lamentou a rejeição da proposta que previa taxação dos bets, mas mostrou expectativa positiva para que o Congresso aprove mecanismos de financiamento para o combate ao crime organizado na votação da PEC da Segurança Pública na próxima semana.
“Temos certeza de que o Congresso brasileiro terá a oportunidade de viabilizar proposições estruturantes para o financiamento da segurança pública durante o debate da PEC”, declarou.
Segundo Lima e Silva, a taxação dos bets poderá ser combinada com outras formas de obter recursos financeiros.
“Esse é um caminho viável, que pode ser adotado isoladamente ou em conjunto com outras medidas”, concluiu o ministro.

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