Notícias Recentes
Ministro do STJ nega conduta que desonre a família ou a magistratura
Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de importunação sexual, enviou uma carta aos seus colegas da Corte onde nega as acusações e declara que nunca teve comportamento que pudesse envergonhar sua família ou prejudicar a imagem da magistratura. No documento, ele relata estar profundamente abalado com as notícias divulgadas, além de informar que está internado em um hospital para acompanhamento cardíaco e emocional.
Na carta, Buzzi revela que tomou conhecimento dos fatos de forma informal e rejeita veementemente as acusações feitas contra ele. O ministro expressa o sofrimento causado a seus familiares e pessoas próximas e acredita que sua inocência será comprovada nos processos que estão em andamento.
Ele também ressalta sua longa trajetória pessoal e profissional, mencionando estar prestes a completar 70 anos, uma carreira sem manchas, 45 anos de casamento e a paternidade de três filhas. Esse histórico, segundo ele, não é prova absoluta, mas deve ser considerado um aspecto relevante que exige uma análise cuidadosa das denúncias.
Buzzi lamenta o impacto emocional vivido e os transtornos para o STJ provocados pela situação, afirmando estar passando por um momento de dor, angústia e exposição injusta. Ele critica ainda a divulgação precoce de informações sobre o caso.
Além disso, o ministro apresentou um atestado médico e pediu afastamento do cargo por 90 dias para tratamento psiquiátrico, enquanto as investigações feitas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) continuam.
As denúncias começaram com uma jovem de 18 anos que relatou ter sido vítima de importunação sexual durante um período de férias na residência de Buzzi, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Ela confirmou os relatos em depoimento recente à Corregedoria, e uma segunda denúncia foi registrada posteriormente no CNJ.
Fontes internas da Corte informaram que Buzzi e pessoas próximas tentaram contato com outros ministros por aplicativo de mensagens após a segunda denúncia ser formalizada, atitude vista por alguns como tentativa de influência sobre o andamento do processo.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login