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Economia

Ministro garante combustível e culpa postos por alta de preço

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Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, declarou nesta quarta-feira que o Brasil não enfrentará falta de combustíveis, apesar da tensão gerada pelo conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado global de petróleo. Segundo ele, os recentes aumentos nos valores cobrados nos postos podem ser resultado de uma "especulação criminosa" por parte de distribuidoras e revendedores.

O ministro ressaltou que o governo monitora atentamente o cenário internacional e assegurou que não há motivo para preocupação quanto à ausência de gasolina ou diesel nos estabelecimentos comerciais.

— Não há chance de faltar combustível nos postos de gasolina. O que acontece é uma especulação ilícita por parte dessas distribuidoras e revendedores — afirmou Silveira.

Além disso, ele informou que o governo planeja intensificar a fiscalização do mercado de combustíveis para coibir aumentos injustificados nos preços. Diversas entidades federais e estaduais foram mobilizadas para acompanhar as variações e investigar possíveis irregularidades, incluindo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e os Procons estaduais. A Polícia Federal também poderá dar suporte às operações de fiscalização.

O Brasil é produtor e exportador de petróleo bruto, gerando mais do que consome. No entanto, ainda importa uma fração dos combustíveis já processados, como diesel e gasolina.

Atualmente, aproximadamente 27% a 29% do diesel consumido vem da importação, assim como entre 13% e 15% da gasolina, o que pode fazer com que flutuações no mercado externo impactem o setor, porém sem gerar risco imediato ao abastecimento.

Opinião sobre a venda da BR Distribuidora

Silveira criticou a privatização da BR Distribuidora, antiga empresa da Petrobras, que foi vendida para o setor privado e renomeada como Vibra Energia durante a gestão de Jair Bolsonaro.

O ministro opinou que, se a Petrobras ainda controlasse uma grande distribuidora, o governo teria maior capacidade para influenciar o mercado e proporcionar preços mais acessíveis para os consumidores.

— Hoje, poderíamos garantir o abastecimento com valores melhores para quem compra gasolina, diesel e até gás natural — declarou.

Silveira afirmou que o governo busca retornar sua atuação no setor de distribuição de combustíveis. Porém, há uma cláusula na venda que impede a Petrobras de reintegrar esse mercado antes de 2027.

Apesar desse entrave, o ministro enfatizou a importância da retomada do controle estatal nesse segmento, sobretudo para aumentar a resposta do governo diante da instabilidade no mercado internacional de energia.

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