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Moraes mantém prisão de ex-assessor de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e antigo assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em dezembro, ele foi sentenciado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de reclusão por crimes que incluem tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa e dano qualificado ao patrimônio público.
O militar foi apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como membro do chamado “núcleo dois” do grupo golpista, responsável por coordenar as ações da organização que tentou manter Bolsonaro no poder. Desde junho de 2025, Marcelo Costa Câmara está preso preventivamente sob suspeita de ter tentado, com auxílio do seu advogado, obter informações confidenciais da colaboração de Mauro Cid para interferir na investigação em curso.
Ao analisar um pedido da defesa do coronel, Moraes concluiu que não houve nenhum fato novo que justificasse a revogação da prisão preventiva. Na decisão, o ministro ressaltou que o acusado não cumpriu medidas cautelares impostas quando estava em liberdade provisória, como a proibição de uso das redes sociais e de contato com outros investigados.
O risco associado à liberdade do réu permanece evidente, apesar das tentativas de medidas alternativas à prisão, que não foram suficientes para garantir o andamento correto da investigação criminal e a aplicação da justiça, segundo o ministro.
Moraes também destacou a gravidade dos atos atribuídos a Câmara, identificado nas investigações como membro de um núcleo paralelo de inteligência que monitorava autoridades, incluindo ministros do STF, dentro da trama golpista.
Segundo o ministro, todas as circunstâncias consideradas em decisões anteriores permanecem sem alterações, e não houve qualquer novo fato que justifique a suspensão da prisão preventiva.
O coronel esteve detido entre janeiro e maio de 2024, suspeito de envolvimento no monitoramento de Moraes. Após ser liberado com medidas cautelares, voltou a ser preso posteriormente.

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