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Moro entra no PL com Deltan, que deve se candidatar ao Senado

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O senador Sergio Moro oficializa sua filiação ao PL nesta terça-feira durante evento programado para as 11h, em Brasília. A cerimônia contará com a presença do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que teve papel ativo na articulação para trazer o ex-juiz ao partido. A entrada de Moro acontece em um momento em que o PL busca montar palanques estaduais fortes para 2026, especialmente no Paraná.

Segundo informações do Globo, o ex-deputado Deltan Dallagnol está em Brasília e deve anunciar sua pré-candidatura ao Senado, formando a chamada “chapa Lava-Jato” com Moro, que pretende disputar o governo estadual. A movimentação foi incentivada por Flávio Bolsonaro, que orientou o senador a reabrir o diálogo com Deltan para evitar a divisão dos votos do eleitorado ligado à Lava-Jato.

A presença de Deltan na capital e a articulação da candidatura simbolizam uma mudança de direção. Desde as eleições municipais de 2024, o ex-procurador vinha se aproximando do grupo do governador Ratinho Júnior, sendo considerado opção ao Senado pelo PSD. A entrada no PL indica troca de palanque e restabelece a aliança com Moro após meses distantes.

O afastamento entre os dois aumentou após a cassação do mandato de Deltan em 2023. Na época, aliados do ex-procurador cobraram de Moro uma postura mais firme em sua defesa, enquanto o círculo do senador argumentava haver limitações políticas diante de processos judiciais em andamento.

Apesar da cassação, Deltan pode disputar futuras eleições. Seu registro foi negado em 2022, mas sem suspensão de seus direitos políticos ou inelegibilidade.

O evento ocorre depois que o PL rompeu com o PSD do governador Ratinho Júnior, passando a apoiar a candidatura de Sergio Moro no estado. Antes, aliados de Flávio Bolsonaro tentaram negociar apoio ao PSD em troca da desistência de Ratinho da presidência, mas a proposta não avançou.

Após fechar com Moro, Ratinho tentou reverter a situação oferecendo abrir mão da disputa presidencial para que o PL retirasse apoio ao ex-juiz no Paraná, mas a tentativa foi rejeitada. O coordenador da campanha, Rogério Marinho, afirmou que “a palavra já estava dada” a Moro.

Sem acordo, o PL montou um palanque próprio no estado com Moro como principal nome. A desistência de Ratinho da corrida presidencial foi anunciada depois desse impasse.

A filiação acontece seis dias após encontro entre Moro e Valdemar Costa Neto na sede do partido em Brasília, onde firmaram o acordo político.

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