Brasil
Mortes por ação policial aumentam 13% em 2025 no RJ
Em 2025, 797 indivíduos perderam a vida devido a ações policiais em todo o estado do Rio de Janeiro, representando um crescimento de 13% em comparação com as 703 mortes registradas em 2024. Essas informações foram divulgadas na sexta-feira (16) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do governo do estado do Rio de Janeiro.
No total, seis policiais civis e 13 policiais militares também foram assassinados em 2025, número maior que o de 2024, quando um policial civil e 11 militares foram mortos.
Em 2025, foi realizada a maior e mais letal operação policial na cidade do Rio, nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, que resultou em 121 mortes, incluindo dois policiais militares e dois civis.
Crimes contra a vida
De acordo com os dados do ISP, 3.881 pessoas faleceram em 2025 devido à violência, um aumento de 2% em relação a 2024, quando foram 3.809 vítimas. Esse número inclui homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, roubo seguido de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
O latrocínio apresentou uma queda de 22% em 2025 comparado a 2024, com 77 vítimas em 2025 contra 99 em 2024.
Somente em dezembro, a letalidade violenta caiu 8,1% (340 mortes) em relação a dezembro de 2024 (370 mortes), e os homicídios dolosos diminuíram 11,7%, atingindo o menor número de vítimas para dezembro nos últimos três anos, com 271 casos. Em dezembro de 2024, foram 307 mortes.
Durante 2025, foram registrados 5.867 estupros no estado do Rio de Janeiro, um aumento de 0,8% em relação ao ano anterior, que teve 5.819 casos.
Crimes contra o patrimônio
Os registros de roubo de veículos alcançaram 25.239, representando uma queda de 18,4% em comparação com 2024, que teve 30.930 casos.
Os roubos de rua também caíram 2,7%, passando de 58.521 ocorrências em 2024 para 56.937 em 2025.
Já o roubo de carga contabilizou 3.114 registros em 2025, uma diminuição de 9,4% em relação a 2024, que teve 3.437 casos.
Apreensões
O ano de 2025 também marcou um recorde de apreensão de fuzis. As polícias Civil e Militar recolheram 920 fuzis durante o ano, um aumento de 25,7% em relação a 2024, conforme dados do ISP. Este é o maior número de apreensões desde o início da série histórica, em 2007.
Segundo a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, o aumento na apreensão de fuzis e a redução nos crimes contra o patrimônio demonstram a eficácia das estratégias de combate à criminalidade, baseadas em inteligência, análise de dados e evidências, além da colaboração entre as corporações.
O governador Cláudio Castro ressaltou os investimentos em tecnologia e inteligência, assim como as operações integradas das polícias Civil e Militar.
“É impressionante que em um estado onde não há produção de fuzis, tantas armas de guerra sejam apreendidas. Reitero a necessidade da cooperação de outros órgãos na fiscalização das fronteiras e de uma legislação mais rigorosa”, declarou.

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