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Mpox não é mais emergência de saúde na África, diz agência da UA
O mpox, vírus da mesma família da varíola, deixou de ser classificado como uma “emergência de saúde pública” na África, conforme anunciou a agência sanitária da União Africana neste sábado (24).
O mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, se manifesta com sintomas como febre alta e lesões na pele, e pode ser fatal.
“Entre os períodos de pico no início e no fim de 2025, houve uma redução de 40% nos casos suspeitos e 60% nos casos confirmados”, declarou a Africa CDC em comunicado enviado à AFP. Seu presidente, Jean Kaseya, informou que o “estado de emergência de saúde pública” no continente foi encerrado.
Em 2024, quando a agência elevou seu nível de alerta ao máximo, foram registrados “80.276 casos suspeitos e 1.340 mortes”, mais de cinco vezes o número de casos e o dobro de mortes em relação a 2023, destacou a Africa CDC.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 78% dos casos globais de mpox ocorreram na África.
Em setembro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o mpox não representa mais uma emergência internacional de saúde.
O mpox foi identificado pela primeira vez na República Democrática do Congo em 1970 e permaneceu por muitos anos restrito a alguns países africanos.
Porém, em 2022, o vírus começou a se espalhar para outras partes do mundo, especialmente em países desenvolvidos onde não havia circulação anterior do vírus.

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