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Economia

MPTCU solicita ao TCU pedido para PF liberar dados sobre caso Master

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Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, que peça à Polícia Federal o compartilhamento das informações das investigações relacionadas à liquidação do Banco Master. O pedido foi feito na quinta-feira, 8, pelo subprocurador-geral Lucas Furtado.

No documento, Furtado menciona a operação Compliance Zero, conduzida pela PF, que apura a venda suspeita de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas pelo Master ao Banco de Brasília (BRB). A ação resultou na prisão do proprietário do Master, Daniel Vorcaro, em 17 de novembro. Atualmente, ele está em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica.

O subprocurador também destaca a investigação da PF sobre ataques virtuais coordenados contra o Banco Central, ocorridos após a liquidação do Banco Master, conforme informado pelo Estadão.

Ele ressalta que tais investigações são importantes, pois podem influenciar as auditorias do TCU, afetando o desenrolar da fiscalização do tribunal.

“Considerando que as investigações da PF estão relacionadas ao trabalho do TCU e que seus resultados podem impactar a fiscalização realizada pelo tribunal, entendo que cabe ao presidente do TCU solicitar à Polícia Federal o compartilhamento ágil das informações sobre as apurações envolvendo a liquidação do Banco Master”, escreveu Furtado no ofício obtido pelo Broadcast (sistema de notícias do Grupo Estado).

Recentemente, antes do ano novo, instituições e pessoas ligadas ao caso Master foram alvo de ataques nas redes sociais.

Somente em 27 de dezembro, houve 4.560 publicações questionando a credibilidade de instituições como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). As mensagens também atacaram o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes.

Influenciadores alheios ao setor financeiro foram contratados para disseminar críticas contra o BC. Um dos contratos, obtido pelo Estadão, tinha as iniciais de Daniel Vorcaro e previa multa de R$ 800 mil em caso de quebra de confidencialidade, mencionando o “projeto DV”, sigla de Vorcaro.

Além disso, o ministro relator do caso no TCU, Jhonatan de Jesus, revogou a decisão de realizar inspeção no Banco Central, remetendo a decisão ao plenário do tribunal, que retomará suas atividades em 16 de janeiro.

Essa mudança ocorreu após o Banco Central recorrer contra a decisão individual do ministro e por críticas internas de que a ação precipitada durante o recesso afetava negativamente a imagem do TCU.

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