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MST considera enviar militantes para apoiar Maduro na Venezuela

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está avaliando a possibilidade de enviar militantes à Venezuela após a detenção do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no último sábado. De acordo com a organização, a iniciativa visa reforçar as ações em defesa do governo venezuelano e do seu povo, com o qual mantém um vínculo de solidariedade.

Segundo o MST, o projeto ainda está em fase de desenvolvimento e busca contribuir para o fortalecimento da soberania popular da Venezuela. A organização já mantém militantes no país há mais de 20 anos, onde atuam principalmente no desenvolvimento da agricultura familiar baseada na agroecologia para produção de alimentos saudáveis.

MST manifestou que está se preparando para continuar essa missão e também para responder às necessidades emergentes do povo venezuelano diante da atual situação. Em comunicado enviado ao Globo, a organização reafirmou o compromisso com a causa venezuelana.

Após a ação dos Estados Unidos, o MST publicou um posicionamento condenando a ofensiva militar, classificando-a como a crise máxima de uma série de agressões à soberania da Venezuela que vêm ocorrendo ao longo dos anos.

“Informamos que nossos estudantes, militantes e dirigentes que atuam na Venezuela estão seguros em locais não atingidos pelos ataques. Manteremos nossas famílias informadas sobre a situação”, informou o MST.

Nas redes sociais, o fundador do MST, João Pedro Stedile, defendeu a mobilização da comunidade internacional contra a agressão e pediu a libertação de Maduro. Ele também criticou duramente os Estados Unidos, afirmando que cometem crimes impunemente.

Na terça-feira, o embaixador Benoni Belli, representante do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), qualificou os bombardeios dos EUA em território venezuelano como inaceitáveis. Em reunião do Conselho Permanente da OEA, ele destacou a posição do Brasil e declarou que o presidente Maduro foi “sequestrado”.

“Os ataques no solo venezuelano e a prisão do seu líder ultrapassam qualquer limite aceitável. Esses atos atentam gravemente contra a soberania venezuelana e representam um precedente muito perigoso para a comunidade internacional”, afirmou o embaixador.

O processo criminal contra Maduro, que será julgado no Distrito Sul de Nova York, inclui acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspirar para importar cocaína, posse ilegal de armas pesadas, além do uso e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

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