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Mudança partidária do presidente da CPMI do INSS envolve político investigado em MG

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Faltando pouco mais de um mês para o encerramento da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a comissão, poderá se filiar ao Republicanos, partido que, em Minas Gerais, é liderado por um político sob investigação.

O deputado federal Euclydes Pettersen, presidente do diretório estadual do Republicanos em MG, está sendo investigado pela Polícia Federal e foi alvo de solicitações de convocação na CPMI que não avançaram sob a condução de Carlos Viana.

Responsável por articular a possível transição, o deputado Samuel Viana, filho do senador, tem divulgado que o Republicanos seria “uma boa opção de centro-direita” para a reeleição do pai.

Nos estados, cabe aos líderes partidários definir os candidatos a deputado, governador e senador, assim como a distribuição dos recursos para as campanhas eleitorais.

Procurado via assessoria, Carlos Viana não fez comentários.

Samuel Viana e Euclydes Pettersen foram fotografados juntos em um evento político em Arraial d’Ajuda, Bahia, organizado por Pettersen. A imagem, que mostra os dois sentados lado a lado, gerou preocupação entre membros da CPMI.

O prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão, esposo da deputada Lud Falcão (Podemos), também participou do encontro. Ele, ex-membro do Novo, está filiado ao Republicanos desde abril do ano passado. Recentemente, juntou-se ao partido ao lado de Samuel Viana e Euclydes Pettersen. Sua esposa também pode migrar para o partido.

O Republicanos conta com o senador Cleitinho como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, e Falcão também é considerado para essa disputa, sendo esta a base para a reeleição de Carlos Viana.

Para esta quinta-feira, Carlos Viana colocou em pauta, como segundo ponto, um pedido de informações à instituição financeira anteriormente pertencente ao governador Romeu Zema (Novo), apresentado no início de dezembro. Alguns membros da comissão interpretam isso como um movimento de pressão eleitoral.

A CPMI do INSS tem prazo final até 28 de março. A próxima fase está focada nos empréstimos consignados oferecidos por bancos, contudo, o presidente ainda não convocou representantes dessas entidades para prestar depoimentos.

O depoimento de um representante do BMG chegou a ser planejado para a última segunda, 23, conforme uma primeira versão da pauta da comissão.

Depois, Carlos Viana anunciou ter acertado a oitiva do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, investigado por supostas fraudes financeiras em grande escala.

Vorcaro não compareceu, limitando a reunião à oitiva da esposa de um operador financeiro ligado a uma das entidades sob investigação. A reunião foi considerada pouco produtiva.

No mesmo dia, Carlos Viana afirmou que pretende colocar os dados confidenciais de Daniel Vorcaro, liberados para a CPMI por decisão do ministro André Mendonça, do STF, em uma “sala-cofre”, para análise futura. Até o momento, nenhuma outra pessoa investigada teve esse tipo de proteção às suas informações.

Presidente do Republicanos-MG sob investigação por propina

Euclydes Pettersen foi alvo da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal em novembro, que incluiu busca e apreensão contra ele.

Segundo as investigações, ele recebia propina para garantir proteção política à Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), envolvida em descontos indevidos nas aposentadorias.

O valor da suposta propina recebida por Pettersen gira em torno de R$ 14 milhões, com o objetivo de proteger a entidade das investigações e influenciar decisões no INSS.

De acordo com a polícia, ele era uma das principais figuras no esquema e servia de intermediário entre o presidente da Conafer, Carlos Roberto, e pessoas influentes na indicação de nomes para a presidência do INSS.

Em declarações à imprensa, Pettersen afirmou manter apenas contatos casuais com Carlos Viana e que seu encontro com Samuel Viana na Bahia foi acidental.

Por sua vez, Samuel Viana declarou que não exerce influência sobre a CPMI do INSS e que mantém relações normais com Pettersen, uma vez que este é presidente do seu partido.

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