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Mulher morta pela polícia nos EUA: quem era a mãe e poetisa

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Renee Nicole Good foi uma escritora, poetisa, mãe de três filhos e esposa americana de 37 anos que faleceu em um incidente com o ICE, o serviço federal de imigração dos Estados Unidos, durante o governo de Donald Trump.

O trágico evento aconteceu numa quarta-feira à tarde (7) na cidade de Minneapolis, estado de Minnesota. A situação gerou grande comoção no país devido à violência utilizada pelos agentes federais, desencadeando protestos em várias cidades americanas.

O Conselho Municipal de Minneapolis publicou uma declaração sobre a perda de Renee, destacando sua contribuição para a comunidade: “Renee era uma integrante da nossa cidade que se dedicava ajudar seus vizinhos e teve sua vida ceifada por uma ação do governo federal. É necessário que qualquer pessoa responsável por homicídio em nossa cidade seja punida rigorosamente, com investigação e processo conforme a lei”.

Minneapolis também é conhecida como o local onde George Floyd foi morto pela polícia em 2020.

Um perfil cheio de empatia

Donna Ganger, mãe de Renee, falou ao jornal Minnesota Star Tribune sobre sua filha: “Ela tinha muita empatia. Passou a vida cuidando de outros. Era amorosa, atenciosa e uma pessoa incrível”.

Renee nasceu em Colorado Springs, no estado do Colorado, e tinha três filhos. Ela estudou Escrita Criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia. Além de manter um podcast, gostava de maratonar filmes em casa. Dois de seus filhos são de seu primeiro casamento, e o caçula, de seis anos, é do relacionamento com Tim Macklin, que faleceu em 2023.

Defensora da comunidade

Ela vivia com sua companheira e, conforme relatos dos vizinhos, era considerada uma pessoa bondosa que se esforçava para proteger e cuidar das pessoas ao seu redor. Mudou-se para Minnesota há cerca de um ano.

Lideranças locais afirmam que Renee Good atuava como observadora legal no momento do disparo, uma voluntária que monitora ações policiais para prevenir abusos. Contudo, sua mãe garante que ela não se envolvia em ativismo: “Ela não participava de grupos ou movimentos”, declarou.

Versões conflitantes

O ex-presidente Donald Trump declarou em suas redes sociais que Renee teria usado seu veículo como arma, tentando ferir ou matar os agentes em um ato de terrorismo doméstico. Essa alegação foi refutada pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que classificou a declaração como falsa e acrescentou que o ocorrido foi consequência do uso imprudente do poder por parte de um agente, resultando na morte de uma pessoa.

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