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Negociações entre Rússia e Ucrânia na Suíça com mediação dos EUA e países europeus

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As delegações da Rússia e da Ucrânia começaram nesta terça-feira (17), em Genebra, uma nova rodada de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos e com participação de quatro países europeus, quase quatro anos após o início da invasão russa.

Antes das reuniões, a Ucrânia acusou a Rússia de frustrar os esforços de paz ao lançar 29 mísseis e 396 drones, causando a morte de uma pessoa e deixando milhares sem eletricidade.

Posteriormente, outro ataque russo com drones matou três trabalhadores de uma usina de energia em Sloviansk, no leste da Ucrânia, segundo autoridades locais.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, comentou nas redes sociais sobre a gravidade do desprezo da Rússia pelos esforços de paz, destacando o ataque maciço pouco antes das negociações em Genebra.

Por outro lado, a Rússia também denunciou ataques noturnos e afirmou ter destruído mais de 150 drones em regiões do sul e na Crimeia, península ocupada por Moscou desde 2014.

O conflito começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Duas rodadas anteriores de negociações mediadas pelos EUA não resultaram em avanços.

O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umierov, e um representante da delegação russa anunciaram o início das negociações privadas, que devem durar dois dias. Essas conversas seguem outras realizadas neste ano em Abu Dhabi.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltou a importância de a Ucrânia participar rapidamente das negociações.

O Kremlin designou novamente o nacionalista e ex-ministro da Cultura Vladimir Medinski como principal negociador

Umierov declarou que pretende trabalhar de forma construtiva, embora sem muitas expectativas, alinhando-se ao porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que não espera novidades imediatas.

Dos EUA, participam o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o empresário Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. Representantes da Alemanha, França, Reino Unido e Itália também estão presentes.

Pontos de discórdia

Este conflito é o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com centenas de milhares de mortes e milhões de deslocados dentro da Ucrânia. O país está parcialmente devastado pelo conflito.

A Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia e áreas controladas por separatistas aliados a Moscou antes de 2022.

As negociações baseiam-se num plano dos EUA que sugere concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais para evitar futuras invasões russas.

A Rússia exige a retirada das tropas ucranianas de aproximadamente 17% da região de Donetsk, uma condição que a Ucrânia rejeita firmemente, apesar de recentes ganhos no campo de batalha.

Nessa região central do país, onde está localizada a maior usina nuclear da Europa, ainda sob controle russo, persistem tensões significativas nas negociações.

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